O senador reeleito Jaques Wagner (PT) comparou a participação de jovens na campanha presidencial de 2026 às manifestações de 1968, que reuniram estudantes e outros setores da sociedade em defesa de mudanças políticas e sociais em diferentes países. Em entrevista à rádio Baiana FM, o petista afirmou que o engajamento dos eleitores mais novos foi um dos fatores marcantes da disputa entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).
“Eu revivi 1968, que aconteceu aqui no Brasil e em vários lugares do mundo, um levante também da juventude pedindo mais liberdade, mais prosperidade. E eu diria que o que aconteceu agora foi isso”, declarou Wagner.
Segundo o senador, a mobilização envolveu principalmente pessoas de 16 a 25 anos, que também teriam incentivado parentes mais velhos a participar da votação. Ele afirmou que o movimento ganhou força depois de Lula encerrar o primeiro turno atrás de Flávio Bolsonaro, com uma diferença de cerca de 2 milhões de votos.
“Eu chamo a garotada de 16, 17, 18 até 25 anos. Despertou e ainda foi buscar pai, avô, avó e levar para votar. Então, é uma coisa que foi emocionante, realmente”, disse.
Wagner também destacou a atuação do deputado federal André Janones (Avante-MG) na articulação digital da campanha petista. Para o senador, a estratégia de mobilização nas redes sociais ajudou a organizar apoiadores de Lula e deve continuar produzindo efeitos após o fim da eleição.
“O uso do exército do Lula montado pelo deputado Janones realmente criou uma ideia que eu acho que vai perdurar. A moçada não vai se desarticular. Óbvio que não vai ficar naquela intensidade que ficou nas três semanas entre o primeiro e o segundo turno”, afirmou.