Salvador, 05/08/2026 08:58

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Wagner alerta para risco de maioria extremista ocupar o Senado: “Podem empatar muito um governo”

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Senador aponta que extrema-direita não se engaja em pautas de interesse da população e não é comprometida com a democracia

O senador Jaques Wagner (PT-BA) alertou para os riscos de o Senado Federal ser ocupado por setores antidemocráticos de extrema-direita nas Eleições 2026. Em vídeo publicado nesta quarta-feira (5), o parlamentar defendeu a importância do Senado e destacou que o fenômeno do avanço de extremistas na Casa Alta pode não só comprometer direitos da população, como até mesmo paralisar um governo.

“O Senado tem uma importância muito grande. A gente vive numa democracia, ninguém governa sozinho. Então, as pessoas se ocupam com ‘Ah, vamos eleger o presidente’, e não sabem, ou não se lembram, que o presidente governa tendo que submeter suas ideias à Câmara dos Deputados e ao Senado da República. Se um grupo que não tem aderência à questão democrática e nem às questões sociais fizer a maioria ali, pode empatar muito um governo”, alertou.

Para ilustrar a atuação geopolítica e diplomática do Senado em defesa dos interesses do país, Jaques Wagner citou a missão oficial que precisou realizar nos Estados Unidos ao lado de outros parlamentares para tentar conter o ‘Tarifaço’ contra o Brasil. A medida, imposta pela influência política da família Bolsonaro, prejudicou diversos setores da economia e taxou uma lista de quase 3.000 produtos nacionais em 25%.

“Fui para os Estados Unidos com um grupo de senadores para trabalhar contra o Tarifaço. A balança comercial entre Brasil e EUA é favorável ao país norte-americano. Então, [a imposição] não tinha a ver com balança comercial, tinha a ver com uma tentativa de enquadrar o nosso país”, destacou.

O parlamentar ressaltou ainda a autonomia internacional do Brasil sob a liderança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, rebatendo críticas infundadas de setores externos: “Toda vez que o presidente Lula fala algo que não seja o repeteco do que dizem lá, acham que ele é anti-americano. Ele não é; Lula tem as ideias dele, assim como o Brasil tem sua independência”, completou.

Por fim, o senador apontou que a escolha de nomes para o Senado é tão crucial quanto a da Presidência da República, e conclamou a população a atentar para a composição do Legislativo nas urnas, reforçando que o equilíbrio institucional do país depende da eleição de nomes comprometidos com a agenda social e com os valores democráticos.

Foto: Rafael Nunes

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