Líder do governo na Câmara critica falta de investimentos federais nas comitivas, ironiza discurso de Guilherme Boulos e aponta contradição com o PSOL baiano
O líder da bancada governista na Câmara Municipal de Salvador, vereador Kiki Bispo (União Brasil), criticou duramente a presença sistemática de ministros do governo federal em agendas políticas na Bahia. Durante o lançamento da nova etapa do programa Empreenda Salvador, no Mercado São Miguel, o parlamentar cobrou maior responsabilidade fiscal e institucional do Palácio do Planalto, alegando que as comitivas não têm revertido em benefícios estruturais para a capital baiana.
“Olha, os ministros são muito bem-vindos. Agora, seria melhor se eles estivessem vindo à Bahia, e sobretudo a Salvador, com obras, com serviços, com recursos, que não vieram. Vieram fazer turismo em nossa capital, e isso aí não é um papel de ministro de Estado”, alfinetou o vereador. Kiki Bispo usou como exemplo o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, que participou de atos populares e de discussões do Programa de Governo Participativo (PGP) na periferia da cidade. “O que é que Boulos trouxe ontem como ministro do governo Lula? Trouxe nada”, disparou.
O parlamentar governista também apontou o que chamou de “fratura exposta” e contradição tática no palanque montado pela base de apoio ao governador Jerônimo Rodrigues (PT). Segundo ele, o apoio explícito de Boulos ao projeto petista desidrata e ignora a pré-candidatura própria do PSOL ao governo do estado, liderada por Kleber Rosa. “Veio fazer palanque de Jerônimo e até, contraditoriamente, ao seu partido, o PSOL, que tem um pré-candidato ao governo do estado. Eu não sei se ele abandonou o candidato do PSOL aqui na Bahia para apoiar o governador Jerônimo Rodrigues. Realmente, eu confesso que eu fiquei confuso”, ironizou.
Kiki Bispo concluiu afirmando que as agendas ministeriais na capital servem como cortina de fumaça para camuflar promessas antigas que não saíram do papel, citando nominalmente os atrasos que envolvem a infraestrutura de mobilidade do estado. “A gente lamenta muito que as vindas dos ministros aqui é para turistar, e quando vem é para enganar, como a gente vê aquela… aquele episódio lamentável que foi a ponte Salvador-Itaparica”, encerrou.