Em entrevista à BNewsTV, governador respondeu a declarações do ex-prefeito José Ronaldo, criticou a falta de atenção básica nos municípios e afirmou que não usará o “sofrimento das pessoas” na disputa política.
O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), reagiu com firmeza às recentes críticas feitas por lideranças da oposição, a exemplo do ex-prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo (União Brasil), que classificou o sistema de regulação médica do estado como “fila da morte”. A declaração foi dada durante sabatina no programa Se Liga Bocão, na BNewsTV, nesta terça-feira (28).
Jerônimo acusou os adversários de usarem expressões apelativas e de atacarem indiretamente a categoria médica e técnica da rede pública para obter ganhos eleitorais.
“Eles usam sempre esses termos pejorativos, inclusive desrespeitando os profissionais da saúde, e deixando de fazer o seu papel. A gente pode criticar, claro, ninguém tá condenando a crítica. O negócio é que ele tem que fazer o dever dele para depois criticar”, afirmou o governador.
O chefe do Executivo baiano sustentou que o estrangulamento da alta complexidade hospitalar ocorre justamente pela fragilidade dos serviços preventivos e de atenção básica sob responsabilidade das prefeituras.
“Quando na saúde não se tem atenção básica, o que era atenção básica vira alta complexidade. Se na atenção básica não tiver o acompanhamento, aquela pessoa pode padecer de perder órgãos, amputar pernas, porque não teve a atenção básica”, exemplificou, comparando a situação ao impacto da falta de creches no aprendizado escolar.
Jerônimo concluiu assegurando que não mudará seu tom no debate público para explorar a vulnerabilidade dos pacientes. “Eu não vou entrar nessa conversa de fazer debate usando o sofrimento das pessoas para poder fazer política. De onde eu vim, eu não tive posto de saúde, não tive acesso a maternidade, tive uma parteira. Vou continuar prestando conta ao meu povo”, pontuou.