Salvador, 15/09/2026 15:48

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STF e Banco Master: Roma diz que Brasil vive crise de segurança jurídica e critica caciques do PT-BA

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Candidato ao Senado afirma que Judiciário deve se afastar da política e de interesses próprios

O candidato ao Senado João Roma (PL-BA) criticou a atuação do Judiciário e afirmou que o Brasil atravessa uma “crise jurídica muito grande”. A declaração foi dada em entrevista ao Jornal do Meio Dia, da Lidder FM de Irecê, ao responder sobre a crise no Supremo Tribunal Federal (STF).

Para Roma, a segurança jurídica é uma condição para o desenvolvimento do país e a instabilidade no Judiciário produz efeitos sobre diferentes áreas da sociedade.

“Não há nenhuma nação que conseguiu prosperar sem o respeito às leis, sem leis que possam realmente ser aplicadas. E hoje o Brasil vive uma crise jurídica muito grande. Essa insegurança afeta a economia, afeta as relações sociais, afeta a vida dos indivíduos, afeta a nossa liberdade”, afirmou.

O candidato defendeu ainda que o Judiciário mantenha distância da atividade política e de interesses econômicos.

“É fundamental que haja, sobretudo, serenidade. O Judiciário não pode estar se misturando com a política, muito menos com negócios, e pior ainda, negócios escusos”, declarou.

Roma também criticou integrantes do STF e afirmou que a principal função da Corte deveria ser a defesa da Constituição.

“Quem está no Supremo Tribunal Federal tem por sua principal atribuição estar defendendo a nossa Constituição. Infelizmente, o que a gente tem observado, para a nossa tristeza e de toda a população, é que pessoas que deveriam estar lá defendendo a lei, harmonizando a nação, ficam justamente agindo com o paschoalismo, utilizando a lei para seu benefício próprio”, disse.

Segundo Roma, a atuação do Judiciário teria provocado perda de confiança por parte da população.

“Isso está errado, a população sabe disso. São muitas decepções que nós temos. Não é à toa que a falta de credibilidade do Judiciário brasileiro chegou a limites estratosféricos, e isso é muito preocupante para todo o Brasil enquanto nação”, afirmou.

Críticas a Jerônimo, Wagner e Rui

Ao defender sua candidatura ao Senado, Roma afirmou que pretende atuar em favor de maior equilíbrio entre as instituições.

“É por isso que eu quero ser senador, para levar essa palavra de serenidade, para que a gente possa ter leis que sejam cumpridas, para que a gente possa valer as prerrogativas de cada instituição para evitar situações como essa, de tanto desequilíbrio e também uma situação muitas vezes vexatória”, declarou.

Na sequência, o candidato direcionou críticas ao governador Jerônimo Rodrigues, ao senador Jaques Wagner e ao ex-governador e atual ministro Rui Costa. As acusações foram feitas por Roma durante a entrevista.

“Tá aí o exemplo aí, tá aí, seu Jerônimo, seu Jaques Wagner, seu Rui Costa, todos, não é? Embolados”, afirmou.

Sobre Rui Costa, Roma citou a investigação relacionada à compra de respiradores durante a pandemia e mencionou a relação do ex-governador com o empresário Daniel Vorcaro.

“Rui Costa respondendo processo, apresentado não por um opositor, mas pela Procuradoria-Geral da República. Sumiram os respiradores, até hoje não tem explicação sobre isso. Ele participou de uma reunião junto com o Daniel Vorcaro e não fala para ninguém qual foi o teor dessas reuniões que teve”, disse.

Em relação a Jaques Wagner, Roma também fez uma acusação sobre suposto benefício próprio.

“Jaques Wagner pior ainda. Pediu benefício próprio, em vez de estar defendendo o interesse do cidadão necessitado na Bahia”, afirmou.

Ao concluir, Roma disse que o eleitor baiano estaria cansado das promessas dos governos petistas e defendeu uma mudança no comando político do estado.

“Então é muita decepção para o povo baiano, e chegou a hora realmente da gente mudar, porque não dá mais para ser levado na conversa, essa conversa de Jerônimo, Rui, Wagner, que há 20 anos estão aqui na Bahia, com muitas promessas, bonitas propagandas e tentando fazer o baiano de besta”, declarou.

O candidato encerrou a fala apostando em uma resposta das urnas: “Tentando, porque o baiano, na sua humildade, ele carrega muita sabedoria, e o baiano vai saber dar a resposta para esse pessoal.”

Jornalista, com atuação na área de política e apaixonado por futebol. Foi coordenador de conteúdo do site Radar da Bahia, repórter do portal Primeiro Segundo e colunista em ambos os veículos. Atuou como repórter na Superintendência de Comunicação da Prefeitura Municipal de Lauro de Freitas e, atualmente, cobre política nos portais bahia.ba e Política Ao Ponto.

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