Salvador, 06/05/2026 10:34

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Secretário de Saúde de Salvador rebate Rui Costa e contesta comparação sobre verbas do SUS

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O secretário municipal de Saúde de Salvador, Rodrigo Alves, contestou declarações do ex-ministro da Casa Civil Rui Costa sobre a distribuição de recursos do Sistema Único de Saúde (SUS) na capital baiana. Em entrevista nesta terça-feira (6), ele afirmou que o petista divulgou informações “inverídicas” ao comparar os valores administrados pela prefeitura e pelo governo estadual.

A divergência teve início após Rui afirmar que a gestão municipal receberia cerca de R$ 1 bilhão para administrar dois hospitais e unidades de pronto atendimento, enquanto o Estado ficaria com pouco mais de R$ 1,1 bilhão para manter aproximadamente 20 hospitais em Salvador.

Segundo o secretário, a fala desconsidera a forma como os recursos federais são distribuídos entre diferentes gestores e instituições. Ele classificou a declaração como uma “frase de efeito” sem contextualização.

De acordo com Rodrigo Alves, o volume total de recursos do governo federal destinados à saúde na capital gira em torno de R$ 1,8 bilhão por ano. Desse montante, afirmou, cerca de R$ 1,14 bilhão ficam sob gestão do Governo da Bahia, enquanto aproximadamente R$ 412 milhões são direcionados a hospitais filantrópicos, como o Hospital Aristides Maltez e o Hospital Martagão Gesteira. Já a Prefeitura de Salvador administraria diretamente cerca de R$ 297 milhões.

O secretário disse ainda que o município precisa complementar os valores federais com recursos próprios para manter a rede em funcionamento. Segundo ele, a prefeitura investe cerca de R$ 1 bilhão do orçamento municipal em serviços como UPAs, hospitais, exames especializados e clínicas credenciadas.

Ainda conforme a gestão municipal, o Governo da Bahia concentra 62% dos recursos federais destinados à saúde em Salvador, enquanto hospitais filantrópicos recebem 22% e a prefeitura fica com 16%.

Ao final, Rodrigo Alves afirmou que os dados estão disponíveis em portais de transparência e no Ministério da Saúde. “Ano de eleição, não acredite em fake news”, declarou.

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