O secretário de Justiça e Direitos Humanos da Bahia, Felipe Freitas, declarou apoio público à família de Mãe Bernadete após o cancelamento do júri do caso, previsto para esta terça-feira (24). A decisão de adiar o julgamento mobilizou representantes do poder público e reacendeu cobranças por celeridade e responsabilização.
Em manifestação divulgada nas redes sociais, o secretário afirmou que a pasta, em conjunto com o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, acompanhará de perto o andamento do processo.
“Nós, da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos, em conjunto com o Ministério dos Direitos Humanos, declaramos publicamente, perante a família e a imprensa, nosso compromisso em acompanhar este caso. Trata-se de um caso emblemático para o país, que representa um desafio à democracia brasileira”, escreveu.
Freitas classificou o episódio como um teste institucional. “A democracia não pode tolerar a violência contra defensores de direitos humanos. Um ataque à vida de uma defensora de direitos humanos é um ataque à própria democracia. Como autoridades públicas, é nosso dever acompanhar e fornecer à família as respostas provenientes da investigação e assegurar um julgamento justo, que possa, ao menos, mitigar, para a família e para a sociedade, o sentimento de impunidade, o qual não pode prevalecer neste caso.”
O secretário também informou que o Ministério estará presente na nova data prevista para o julgamento, em 13 de abril. “O Ministério dos Direitos Humanos também estará presente no dia 13 de abril, reiterando nosso compromisso com a responsabilização e a conscientização. Em uma democracia, um ato criminoso como este não pode permanecer impune. Essa é a mensagem que desejamos transmitir.”
O caso é tratado por autoridades e movimentos sociais como emblemático na defesa de lideranças comunitárias e religiosas, com repercussão nacional e acompanhamento de órgãos federais.
