Thiago Dantas esclarece que unidade tinha apenas 17 alunos e que todos foram rematriculados em outras escolas da rede; gestor diz que aguarda intimação judicial para cumprir determinações.
O secretário municipal de Educação de Salvador, Thiago Dantas, utilizou as redes sociais neste domingo (12) para esclarecer a polêmica envolvendo a desativação da Escola Municipal Paulo Mendes. Em pronunciamento, ele afirmou que a decisão foi tomada após amplo diálogo com o Ministério Público da Bahia (MP-BA) e com base em um acordo firmado entre as partes.
“Diante das recentes informações divulgadas sobre a Escola Municipal Paulo Mendes, esclareço que a decisão pela descontinuidade das atividades da unidade foi tomada após amplo diálogo com o Ministério Público e com base no acordo firmado entre as partes”, declarou o secretário.
Baixa demanda e rematrícula dos alunos
Segundo Dantas, ao final do prazo estabelecido no acordo, a escola registrava apenas 17 alunos matriculados, número inferior ao mínimo previsto para a manutenção das atividades. Todos os estudantes, de acordo com o gestor, foram rematriculados em outras unidades da rede municipal.
“Reafirmo que a Secretaria Municipal da Educação respeita as decisões da Justiça e do Ministério Público e, assim que intimada, cumprirá as determinações, sempre priorizando o interesse dos estudantes e a qualidade da educação pública”, completou o secretário.
Repercussão e críticas
A publicação gerou reações de seguidores, que questionaram a falta de divulgação da escola e o processo de matrícula. Um comentário afirmou: “Por que será que a escola tinha tão poucos alunos? Será que era porque a escola não constava no sistema de matrícula na época correta?”. Outro usuário indagou: “Como amplo diálogo com o MP se o MP entrou com uma ação na Justiça porque a orientação do MP não foi respeitada?”.
Contexto da polêmica
A Escola Paulo Mendes teve seu funcionamento suspenso sob a justificativa de baixo número de alunos. No entanto, a comunidade escolar e pais contestam a alegação, apontando que a baixa frequência pode ter sido provocada por falta de divulgação e problemas no sistema de matrículas. O MP-BA chegou a recomendar a manutenção do atendimento, mas a prefeitura alegou baixa demanda. A decisão judicial que determinou a reabertura da escola ainda aguarda cumprimento.
Próximos passos
A Secretaria Municipal de Educação afirma que aguarda a intimação judicial para cumprir a determinação. Enquanto isso, os alunos rematriculados seguem em outras unidades da rede, mas pais e defensores da educação pública cobram a reabertura imediata da escola. O caso segue em aberto na Justiça.