Governador reeleito alerta que obras estratégicas como o VLT de Salvador dependem de verbas da União e afirma que vitória da oposição federal traria asfixia financeira ao estado.
Durante a caminhada “A Bahia com Lula”, realizada na tarde desta sexta-feira (9) na Praça do Imbuí, em Salvador, o governador Jerônimo Rodrigues (PT) apontou a gravidade institucional da aliança formalizada pelo ex-prefeito ACM Neto (União Brasil) com o senador Flávio Bolsonaro (PL). Questionado sobre a possibilidade de paralisação e embargo nas obras do VLT caso a oposição vença o segundo turno presidencial, Jerônimo admitiu que todos os investimentos dependentes de repasses federais ficariam sob ameaça direta.
O chefe do Executivo baiano confrontou a postura do seu adversário nas urnas, sustentando que interesses partidários se sobrepuseram às necessidades da população da Bahia.
“Olha, todos os programas nossos que dizem respeito a recursos federais correm risco. Nós sabemos, inclusive se o ex-prefeito de Salvador, meu opositor, amasse a Bahia, ele poderia dizer quem é melhor pra Bahia nesse momento. Pra nós da Bahia tá muito claro: eu não vou conseguir fazer tudo se não for com o Lula. Vamos ter dificuldades financeiras, porque a gente sabe que é um governo que, como o pai dele, cortou recursos pra Bahia”, advertiu Jerônimo.
Apesar do alerta, o governador pontuou que a administração estadual mantém as contas públicas equilibradas, mas reforçou que intervenções estruturantes de grande porte exigem a parceria do Palácio do Planalto. “Nós estamos com o orçamento do Estado da Bahia com uma saúde financeira boa, mas é importante termos o Lula pra garantirmos os projetos acontecerem”, concluiu.