O deputado estadual Samuel Júnior (PL) elevou o tom das críticas à articulação política do governo na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) nesta terça-feira (5). Em declaração à imprensa, o parlamentar chamou atenção para a dificuldade recorrente da base aliada em assegurar o quórum mínimo necessário para votações, levantando a hipótese de uma “rebelião silenciosa” ou de impactos do cenário eleitoral de outubro.
Segundo Samuel Júnior, mesmo contando com ampla maioria na Casa, o governo não tem conseguido reunir os 32 deputados exigidos para aprovar propostas de seu interesse — situação que, de acordo com ele, vem se repetindo nas últimas duas semanas.
“É de se estranhar. Eles têm que ser majoritariamente o número de deputados que fazem parte do governo. Todo e qualquer projeto precisa, no mínimo, de 32 deputados. Eles não conseguiram botar 30. Será que é uma resposta que os deputados de governo estão dando, que não estão satisfeitos?”, questionou o parlamentar.
O deputado também sugeriu que a paralisação das votações pode estar relacionada às expectativas em torno das eleições municipais. Para ele, a ausência de parlamentares da base no plenário pode indicar um movimento inicial de reposicionamento político diante de possíveis resultados nas urnas.
“Ou esses deputados já estão prevendo o resultado que vai acontecer no dia 4 de outubro e já estão começando também a ensaiar uma mudança. Desde há duas semanas consecutivas que sequer o governo consegue votar um projeto onde tem ampla maioria. Alguma coisa, pelo menos eu acho, que eles precisam acender o sinal de alerta do outro lado”, afirmou Samuel Júnior.
