Ex-ministro contesta narrativa da oposição sobre contração de crédito pelo Estado, apresenta índices fiscais e explica que recursos viabilizam contrapartidas para hospitais e mobilidade.
Em entrevista concedida ao programa Toda Hora, na rádio Salvador FM 92.3, nesta segunda-feira (31), o candidato ao Senado Rui Costa (PT) rechaçou as acusações de que o Governo do Estado estaria comprometendo a saúde financeira da Bahia ao contratar mais de R$ 30 bilhões em operações de crédito na gestão Jerônimo Rodrigues. Segundo Rui, os números divulgados pela oposição distorcem a capacidade fiscal do Estado, que opera com margem segura e abaixo de outras capitais e unidades federativas.
Rui argumentou que a captação de recursos é uma exigência técnica para bancar as contrapartidas estaduais de investimentos estruturantes do governo federal, como os novos hospitais regionais de Alagoinhas, Serrinha, Valença, Paulo Afonso, Jacobina e Maracás, além do aporte no VLT e na Ponte Salvador-Itaparica. “O governo federal coloca o recurso, mas o Estado precisa colocar a sua parcela. O Estado não teria fluxo de caixa sozinho sem operações de crédito estruturadas”, explicou.
O petista confrontou os dados de endividamento da Bahia com a situação fiscal da capital baiana e de grandes estados do centro-sul. “Salvador tomou milhões em empréstimos e é muito mais endividada proporcionalmente do que o Estado da Bahia”, pontuou.
Explicando a mecânica do limite de endividamento fixado pelo Senado Federal — cujo teto máximo permite comprometer até 2,0 vezes a Receita Corrente Líquida —, Rui ressaltou que a Bahia ostenta um dos menores índices do Brasil. “São Paulo está com 1,9. Minas Gerais, Rio de Janeiro, Goiás e Rio Grande do Sul superaram o índice 2,0. O último número que me lembro de ter deixado na Bahia foi de 0,6”, concluiu o candidato, afirmando que o equilíbrio das contas garante credibilidade para novos investimentos.