Salvador, 31/08/2026 12:07

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“Salvador é muito mais endividada que a Bahia”, afirma Rui Costa ao defender empréstimos de Jerônimo para obras federais

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Ex-ministro contesta narrativa da oposição sobre contração de crédito pelo Estado, apresenta índices fiscais e explica que recursos viabilizam contrapartidas para hospitais e mobilidade.

Em entrevista concedida ao programa Toda Hora, na rádio Salvador FM 92.3, nesta segunda-feira (31), o candidato ao Senado Rui Costa (PT) rechaçou as acusações de que o Governo do Estado estaria comprometendo a saúde financeira da Bahia ao contratar mais de R$ 30 bilhões em operações de crédito na gestão Jerônimo Rodrigues. Segundo Rui, os números divulgados pela oposição distorcem a capacidade fiscal do Estado, que opera com margem segura e abaixo de outras capitais e unidades federativas.

Rui argumentou que a captação de recursos é uma exigência técnica para bancar as contrapartidas estaduais de investimentos estruturantes do governo federal, como os novos hospitais regionais de Alagoinhas, Serrinha, Valença, Paulo Afonso, Jacobina e Maracás, além do aporte no VLT e na Ponte Salvador-Itaparica. “O governo federal coloca o recurso, mas o Estado precisa colocar a sua parcela. O Estado não teria fluxo de caixa sozinho sem operações de crédito estruturadas”, explicou.

O petista confrontou os dados de endividamento da Bahia com a situação fiscal da capital baiana e de grandes estados do centro-sul. “Salvador tomou milhões em empréstimos e é muito mais endividada proporcionalmente do que o Estado da Bahia”, pontuou.

Explicando a mecânica do limite de endividamento fixado pelo Senado Federal — cujo teto máximo permite comprometer até 2,0 vezes a Receita Corrente Líquida —, Rui ressaltou que a Bahia ostenta um dos menores índices do Brasil. “São Paulo está com 1,9. Minas Gerais, Rio de Janeiro, Goiás e Rio Grande do Sul superaram o índice 2,0. O último número que me lembro de ter deixado na Bahia foi de 0,6”, concluiu o candidato, afirmando que o equilíbrio das contas garante credibilidade para novos investimentos.

Jornalista, escritor e estrategista de comunicação. Profissional de visão analítica e atuação multidisciplinar, forjou-se na redação do Grupo A Tarde (jornalismo popular e cidade) e na comunicação institucional da AGERBA. Alia o faro investigativo ao rigor técnico, com experiência em coleta e análise de dados primários e econômicos para órgãos públicos. Em sua trajetória, comandou a assessoria de imprensa e a gestão de redes sociais em campanhas políticas para bases superiores a 300 mil seguidores. É especialista em redação SEO e copywriting, produzindo textos e conteúdos corporativos para gigantes do mercado (como Bradesco e Odebrecht), além de atuar como estrategista na elaboração de centenas de projetos institucionais e ESG de alto impacto para captação de recursos. No mercado editorial, codirige um empreendimento ligado a uma fraternidade esotérica e já assinou a edição final e a revisão de dois livros publicados.

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