Salvador, 25/07/2026 12:59

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Rui defende mutirão com prefeitos para planejar desenvolvimento sustentável do Baixo Sul com chegada da Ponte

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Em Valença neste sábado, pré-candidato ao Senado ressaltou que o Estado pode contribuir com um planejamento regional integrado

A Ponte Salvador–Itaparica abrirá um novo ciclo de desenvolvimento econômico para o Baixo Sul, o Recôncavo e parte do sul da Bahia, mas exigirá planejamento integrado entre o Governo do Estado e os municípios para que esse crescimento ocorra de forma organizada e sustentável. A avaliação foi feita pelo ex-ministro da Casa Civil e pré-candidato ao Senado pelo PT, Rui Costa, durante entrevista concedida à imprensa na manhã deste sábado (25), em Valença, ao lado do senador Jaques Wagner e do prefeito Marcos Medrado.

Segundo Rui, o empreendimento representa muito mais do que uma obra de mobilidade. “A ponte é muito mais do que a redução de tempo ou uma obra viária. Ela é transformadora e abrirá um novo vetor de desenvolvimento, não só para as ilhas, mas para todo o Baixo Sul, o Recôncavo e até o sul do estado, porque vai atrair muitos investimentos”, afirmou. Governador da Bahia entre 2015 e 2022, Rui participa hoje da plenária do Programa de Governo Participativo (PGP) do Baixo Sul com o governador Jerônimo Rodrigues e dezenas de prefeitos e lideranças da região.

O ex-ministro defendeu a realização de um mutirão envolvendo Governo do Estado, prefeitos e equipes técnicas para discutir os planos diretores das cidades beneficiadas pela ponte, além de definir investimentos em áreas como saneamento, abastecimento de água e educação. Para ele, o desafio é preparar os municípios para um crescimento que preserve o meio ambiente e garanta qualidade de vida à população.

Rui destacou que a organização territorial depende diretamente das administrações municipais, responsáveis pela aprovação dos planos diretores, mas ressaltou que o Estado pode contribuir na construção de um planejamento regional integrado. “Nós podemos fazer isso a quatro mãos, fazendo um plano que dialogue como região e não apenas cada cidade apontando para uma direção diferente”, disse.

Ao defender que essa agenda seja iniciada logo após o período eleitoral, Rui classificou o cenário como um “bom problema” para os municípios da região. “O problema é quando a cidade perde emprego e renda. Quando vai crescer, aí é o bom problema para ser resolvido: como crescer e como organizar esse crescimento”, concluiu.

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