Ministro da Casa Civil relembra bastidores de 2012 e acusa administração municipal de usar sistema ferroviário como moeda de troca para se livrar de problemas estruturais.
O ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), aproveitou a inauguração da Estação Calçada do VLT, nesta quarta-feira (17), em Salvador, para expor os bastidores do acordo político que transferiu a responsabilidade da mobilidade urbana para o Governo do Estado. Em um discurso incisivo, o ex-governador baiano afirmou que a gestão municipal exigiu que o Palácio de Ondina assumisse o “entulho” do antigo Trem do Subúrbio como condição para liberar as obras do metrô, paralisadas à época.
“O município, naquele momento, em 2012, colocou a seguinte condição: ‘eu só passo o metrô se vocês receberem esse abacaxi aqui chamado Trem do Subúrbio'”, relatou Rui Costa, apontando para o senador Jaques Wagner (PT), que governava a Bahia no período e aceitou o acordo.
Segundo o ministro, a prefeitura tratava a malha ferroviária da Cidade Baixa como um peso. “Eu faço questão de cravar isso, porque isso aqui era visto pela administração pública como um entulho, que precisava eles se livrarem desse entulho”, disparou.
Rui Costa fez questão de criticar as versões de adversários sobre a condução do projeto ao longo dos anos. “Isso tem que ser registrado. Isso tem que ir para os artigos dos jornalistas, porque isso é um fato. Porque todo mundo quer reconstruir uma narrativa conforme a sua conveniência. Foi assim que esse trem, que era do Subúrbio, que era do município, veio para a mão do Governo do Estado”, concluiu o petista.
