O pré-candidato ao Senado e ex-governador da Bahia, Rui Costa (PT), defendeu o endurecimento da legislação penal e o fortalecimento das ações de segurança pública no país durante entrevista concedida nesta quarta-feira (15) à Rádio Piatã.
Na avaliação do político, a grande maioria dos profissionais das polícias Militar e Civil merece reconhecimento pelo trabalho desempenhado na proteção da sociedade. Ele ressaltou que eventuais desvios de conduta dentro das corporações não podem comprometer a imagem geral das instituições. “Quando você está com um contingente de 32 mil homens, vai aparecer um, dois, cinco, dez que vão ter problema. Isso é natural em qualquer profissão”, afirmou.
Rui Costa destacou ainda que tem se posicionado favoravelmente ao endurecimento das leis e das penas no Brasil. Segundo ele, o governo federal, sob a liderança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, encaminhou ao Congresso Nacional propostas voltadas ao enfrentamento da criminalidade, incluindo a PEC da Segurança Pública, que amplia a atuação da União na área.
O ex-governador também mencionou a sanção de um projeto de lei que trata do combate ao crime organizado, com aumento de penas e restrição de benefícios a criminosos. Ele citou ainda a elaboração de um novo pacote de medidas pelo Ministério da Justiça, que deve ser apresentado em conjunto com o presidente Lula, com ações de apoio aos estados e reestruturação do sistema prisional, incluindo a ampliação de presídios de segurança máxima.
Durante a entrevista, Rui Costa afirmou que a sensação de impunidade contribui para o avanço da criminalidade. “Impunidade é irmã da criminalidade”, disse. Para ele, a baixa taxa de resolução de homicídios no país reforça esse cenário, já que, segundo suas declarações, apenas uma pequena parcela dos crimes é investigada e solucionada.
O pré-candidato defendeu, ao final, a necessidade de uma legislação mais rígida como forma de reduzir a criminalidade e aumentar a efetividade do sistema de justiça criminal no Brasil.
