O senador eleito Rui Costa (PT) defendeu a ampliação de investimentos estrangeiros e de parcerias público-privadas (PPPs) como estratégias para reduzir custos de produção e aumentar a competitividade da economia brasileira. Em entrevista à BandNews FM nesta quinta-feira (29), ele citou os leilões das BR-116 e BR-324, na Bahia, entre os projetos de infraestrutura previstos para impulsionar o setor produtivo.
Para Rui Costa, o país precisa modernizar sua estrutura logística, investir em tecnologia e ampliar a cooperação com outros mercados para enfrentar a concorrência internacional.
“O Brasil enfrenta o desafio de inserir sua economia numa economia global cada vez mais competitiva”, afirmou.
Durante a entrevista, o petista foi questionado sobre seus planos para o Senado e uma eventual participação no próximo governo. Em resposta, concentrou-se nos caminhos para estimular o crescimento econômico, com medidas voltadas à indústria, ao turismo, ao agronegócio e à infraestrutura.
Rui Costa defende investimentos estrangeiros
O senador eleito afirmou que a atração de capital internacional deve continuar entre as estratégias de desenvolvimento econômico do país. Ele citou possíveis contribuições de investidores chineses, japoneses, alemães e de outros países europeus em diferentes setores.
“Partindo dessa parceria para atrair investimento internacional de vários países, entre eles investimentos chineses, japoneses, alemães e europeus em diversas áreas, da área industrial, na área do turismo, na área da infraestrutura através das concessões”, declarou.
Na avaliação de Rui Costa, a cooperação com empresas e governos estrangeiros pode ajudar a modernizar a produção brasileira e ampliar o acesso dos produtos nacionais a mercados internacionais.
PPPs e concessões para reduzir custos
O petista também destacou a participação do governo federal em projetos de parcerias público-privadas com estados e municípios. Segundo ele, o modelo permite ampliar a atuação conjunta entre os diferentes níveis de governo na execução de empreendimentos.
“Pela primeira vez, efetivamente, [o governo federal] está participando, não só financiando, mas participando efetivamente de PPPs com os governos estaduais, com os governos municipais”, disse.
Rui Costa mencionou ainda concessões em setores como rodovias, ferrovias, portos e aeroportos. A expectativa é que a modernização da infraestrutura melhore o transporte de mercadorias, reduza despesas logísticas e aumente a eficiência das empresas.
BR-116 e BR-324 estão entre os projetos na Bahia
Ao tratar das iniciativas previstas para o estado, Rui Costa citou os leilões das rodovias BR-116 e BR-324, corredores importantes para o deslocamento de passageiros e o transporte de cargas.
“Teremos grandes leilões esse ano, como o leilão da 116, 324 na Bahia”, afirmou.
O projeto de concessão, denominado Rota 2 de Julho, abrange aproximadamente 653 quilômetros das duas rodovias e prevê investimentos estimados em R$ 14,33 bilhões ao longo do contrato. Entre as intervenções planejadas estão duplicações, construção de faixas adicionais e melhorias na capacidade de tráfego.
A iniciativa busca melhorar a ligação entre Salvador, Feira de Santana, Vitória da Conquista e outras regiões baianas. Os resultados, porém, dependerão da execução das obras e do cumprimento das obrigações estabelecidas no contrato.
Tecnologia e logística na disputa global
Rui Costa relacionou os investimentos em infraestrutura à possibilidade de ampliar a participação brasileira no comércio internacional. Para ele, a redução dos custos de transporte e produção pode beneficiar tanto o agronegócio quanto a indústria.
“Isso tudo vai contribuindo para o setor produtivo privado reduzir custos e melhorar sua capacidade competitiva, abrindo mercados internacionais para produtos não só agrícolas, agroindustriais, mas também para produtos industriais”, afirmou.
A estratégia apresentada pelo senador eleito combina investimentos públicos e privados, concessões e parcerias internacionais para ampliar a produtividade e melhorar as condições de competição das empresas brasileiras no exterior.