O ex-ministro da Casa Civil e pré-candidato ao Senado pela Bahia, Rui Costa (PT), criticou a rejeição do nome de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF) durante entrevista ao programa “Boa Tarde, Bahia”, da Band TV, nesta quarta-feira (6). Na avaliação do petista, o resultado reflete o atual ambiente político do país, no qual critérios técnicos teriam sido substituídos por interesses partidários.
Rui Costa argumentou que a função do Senado Federal deveria se restringir à análise da qualificação e da reputação do indicado, conforme estabelece a Constituição, sem transformar o processo em um espaço de disputas ideológicas ou de pressão política sobre o governo.
“O que diz a Constituição é que essa confirmação não tem a ver com o currículo da pessoa, tem a ver com a preparação da pessoa indicada e a imagem pública dessa pessoa para a função. Jorge Messias é uma pessoa hiperpreparada para o cargo e, portanto, não se fez julgamento disso. O que nós vimos foi algo muito ruim para a democracia”, afirmou o ex-ministro.
O ex-governador da Bahia também comparou o episódio atual com a postura adotada pelo PT em indicações feitas pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo ele, mesmo na condição de oposição, senadores do partido não atuaram para barrar, por meio de articulações políticas, os nomes de Kassio Nunes Marques e André Mendonça.
“Seria condenar um currículo para a vida de uma pessoa que não pode estar no jogo da política. Porque não é a função. A função é julgar se essa pessoa tem competência ou não, tem preparo ou não, tem ficha ilibada ou não para preencher o cargo, e não entrar no jogo da barganha”, finalizou Rui Costa.
