O ex-ministro da Casa Civil e pré-candidato ao Senado Rui Costa afirmou que práticas políticas associadas à concentração de poder em famílias ainda persistem no Brasil, especialmente no Nordeste. A declaração foi feita nesta segunda-feira (27), em entrevista à Rádio Metrópole.
Segundo ele, o modelo de influência política baseado em herança familiar segue presente no cenário nacional. “Se tem algo que está envelhecido no Brasil é esse conceito de oligarquia, de famílias que se perpetuam no poder e transferem influência como herança”, afirmou.
Rui Costa também criticou o que considera o uso de meios de comunicação por grupos tradicionais para manter influência política. De acordo com o ex-ministro, esses setores exercem controle sobre emissoras de rádio, televisão e plataformas digitais.
Durante a entrevista, ele relembrou campanhas eleitorais passadas em Salvador e citou promessas feitas por adversários, especialmente na área da saúde, como a redução da mortalidade infantil.
Sem mencionar nomes, o ex-ministro afirmou que, apesar dos compromissos assumidos, a capital baiana ainda enfrenta dificuldades em indicadores de saúde pública. Segundo ele, Salvador permanece entre as capitais com piores índices de mortalidade infantil, o que atribui a falhas na atenção básica e no acompanhamento pré-natal.
Rui Costa também questionou a destinação de recursos obtidos com a venda de terrenos públicos, apontados em campanhas anteriores como solução para investimentos em áreas como saúde e educação.
“A população precisa perguntar para onde foram esses recursos e se eles foram aplicados de fato nessas áreas”, declarou.
