O ex-governador da Bahia e pré-candidato ao Senado, Rui Costa (PT), criticou nesta quarta-feira (15), em entrevista à rádio Piatã FM, a permanência de grupos familiares tradicionais na política baiana e nordestina, em especial a família Magalhães.
Ao comentar sua própria origem, o petista afirmou não ter ligação com famílias tradicionais ou com herança política. Em seguida, fez críticas ao que classificou como práticas de perpetuação de poder por meio da influência simbólica e institucional.
Segundo Rui Costa, uma das estratégias dessas famílias seria a presença recorrente de seus nomes em espaços públicos e instituições, o que ajudaria a consolidar sua imagem ao longo das gerações.
Ele citou a Bahia como exemplo, ao mencionar a existência de escolas, ruas, cidades, teatros e até equipamentos públicos associados ao sobrenome Magalhães. Para o ex-governador, essa repetição constante contribui para a manutenção de influência política ao longo do tempo.
Rui Costa também afirmou que esse fenômeno não seria exclusivo da Bahia, mas presente em diversos estados do Nordeste, onde antigas lideranças políticas teriam sido sucedidas por filhos e netos, mantendo estruturas de poder ao longo das décadas.
