Candidato ao Senado avaliou que bolhas de redes sociais estimulam o ódio e levam eleitores a negarem evidências materiais.
O ex-governador Rui Costa (PT) analisou os efeitos da polarização no comportamento do eleitorado durante sabatina na Rádio Metropole. Para o candidato ao Senado, o ambiente digital e a fragmentação comunicacional criaram redomas informativas que dificultam o debate baseado em dados.
“O mundo ficou, a partir do celular, mais polarizado e mais suscetível a discursos de ódio e de preconceito, porque as pessoas se fecham em bolhas e não ouvem os diferentes. Toda vez que ouvem, reagem com ódio”, avaliou Rui, comparando a negação de fatos comprovados à dinâmica de uma “seita”.
O candidato exemplificou o cenário com uma discussão entre profissionais liberais acerca da Ponte Jorge Amado, em Ilhéus, entregue durante sua gestão estadual. “Um colega foi parabenizar o outro pela ponte estaiada de Ilhéus, que ficou belíssima, e o outro reagiu quase agredindo, dizendo que não fui eu quem fez, e sim Bolsonaro. Por mais que mostrasse as fotos e o edital de licitação estadual, a irracionalidade continuava. Quando você se nega a ver a realidade e os documentos, isso vira uma seita”, lamentou.