Ministro apontou a expansão de escolas de tempo integral e universidades no interior como marcos que precisam ser relembrados à juventude.
O ministro Rui Costa (PT) mapeou os desafios de comunicação do grupo governista para reverter os índices de rejeição identificados entre os eleitores mais jovens na Bahia. Falando na convenção partidária nesta sexta-feira (31 de julho), no Rio Vermelho, Costa avaliou que a falta de memória cronológica sobre as condições sociais anteriores a 2007 impede que as novas gerações façam uma leitura precisa dos avanços conquistados no estado.
“Eu acho que esse é um desafio não só de Jerônimo, mas do presidente Lula. Acho que o jovem que já chegou tendo universidade para ele estudar, já chegou tendo uma escola com tempo integral, ele não sabe às vezes o que era antes”, ponderou o ex-governador baiano.
O dirigente citou a interiorização do ensino superior como exemplo prático de uma política pública que transformou a rotina das famílias, mas que acabou sendo normalizada pelos estudantes atuais. “Ele não sabe o que era o Oeste da Bahia, que não tinha nenhuma universidade, hoje tem em funcionamento a Universidade do Oeste. Mas ele não sabe como era viajar quilômetros e quilômetros, ficar longe da família, ficar vivendo de favor para poder ter acesso ao curso superior. Nós precisamos mostrar isso, para que ele decida o voto dele com esse debate político”, concluiu.