Rui critica política de segurança pública fluminense e afirma que indicações para delegacias e batalhões da PM seriam disputadas por deputados e senadores aliados do grupo
O senador eleito Rui Costa (PT) acusou o grupo político ligado ao senador Flávio Bolsonaro (PL) de exercer influência sobre indicações para delegacias e batalhões da Polícia Militar do Rio de Janeiro. Em entrevista ao programa Boa Tarde, Bahia, da Band, o petista criticou o modelo de segurança pública do estado e questionou a capacidade do adversário do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de apresentar propostas para o setor.
“Quando você tem alguém querendo falar de propostas reais, você tem do outro lado alguém treinado só para mentir”, declarou Rui, ao criticar o discurso de Flávio sobre segurança pública.
Na avaliação do senador eleito, o histórico político do Rio de Janeiro deveria ser levado em consideração no debate nacional sobre o enfrentamento à criminalidade. Ele afirmou que a família Bolsonaro e seus aliados exercem influência na política fluminense há pelo menos duas décadas.
“O Rio de Janeiro é algum exemplo de segurança pública para o Brasil?”, questionou.
Rui critica indicações políticas na segurança pública
Durante a entrevista, Rui Costa afirmou que deputados e senadores do Rio disputariam indicações para cargos de comando nas forças de segurança, em vez de priorizarem funções relacionadas a obras e serviços públicos.
“Os deputados se elegem, os senadores, não vão pedir cargos políticos para furar poço, para levar água, para fazer pavimentação. Sabe qual é o que eles mais disputam a indicação? De comando de delegacia e de batalhão da PM”, disse.
O petista acrescentou que, segundo sua avaliação, as indicações políticas alcançariam todas as delegacias e batalhões da Polícia Militar fluminense.
“Todas as delegacias e todos os batalhões da PM são indicados pelos deputados. Todos”, afirmou.
Petista relaciona influência política ao crime organizado
Rui sustentou que o controle político sobre unidades policiais abriria espaço para relações entre agentes públicos e organizações criminosas. “É a partir do controle do batalhão e da delegacia que eles se relacionam com o crime”, declarou.
O senador eleito também mencionou as milícias ao abordar a relação entre criminalidade e poder político no Rio de Janeiro. A crítica foi apresentada no contexto da disputa presidencial entre Lula e Flávio Bolsonaro, com a segurança pública entre os temas centrais da campanha.
As afirmações sobre indicações policiais e supostas relações com o crime organizado foram feitas por Rui Costa durante a entrevista e não foram acompanhadas, no trecho fornecido, de documentos ou evidências que permitam verificar individualmente as acusações.
A declaração integra a ofensiva do petista contra o discurso de Flávio Bolsonaro na área de segurança pública. Rui defende que o histórico de gestão dos grupos políticos que disputam a Presidência seja considerado na avaliação das propostas apresentadas ao eleitorado.