O líder do governo na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), Rosemberg Pinto (PT), rebateu nesta quarta-feira (22) as declarações do vereador Kiki Bispo (União Brasil), que classificou como um “fracasso” a gestão do governador Jerônimo Rodrigues com base no levantamento do g1 sobre promessas de campanha. Para o deputado, o vereador fez uma leitura equivocada — ou conveniente — dos dados e precisa ter mais responsabilidade ao se pronunciar sobre o assunto.
Rosemberg destacou que o próprio levantamento mostra que a Bahia é o terceiro estado brasileiro com o maior número absoluto de promessas cumpridas, atrás apenas de Maranhão e Piauí. Com 33 compromissos integralmente executados, o estado supera governos frequentemente exaltados pela oposição, como São Paulo, Goiás e Minas Gerais.
“O vereador age de má fé ou sofre de algum problema cognitivo. O levantamento não diz que a Bahia fracassou. Ao contrário, coloca nosso estado entre os que mais entregaram resultados no país. Quem faz política precisa respeitar os fatos e não distorcê-los para criar uma narrativa eleitoral”, afirmou o parlamentar.
O líder governista também observou que a metodologia do levantamento considerou apenas entregas realizadas até 30 de junho. Por esse critério, obras concluídas e inauguradas logo após a data de corte, como o Hospital Estadual do Litoral Norte, em Alagoinhas, ficaram de fora da relação, embora já estejam em funcionamento e atendendo milhares de baianos.
Rosemberg acrescentou que, além das 33 promessas integralmente cumpridas, outras 37 foram classificadas pelo próprio g1 como parcialmente executadas, demonstrando que diversas ações seguem em andamento. “Governar é entregar resultados concretos e manter obras estruturantes avançando. Isso é exatamente o que a Bahia tem feito”, disse.
O deputado afirmou também que o debate político deve ser pautado pela honestidade intelectual. “A crítica é legítima na democracia, mas ela perde credibilidade quando ignora os números e desconsidera as entregas efetivas do governo. A população espera seriedade, não discursos construídos sobre interpretações distorcidas da realidade”, concluiu.