O deputado estadual Rosemberg Pinto (PT) afirmou que a campanha de segundo turno entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) deverá ser marcada pela comparação entre os projetos defendidos pelos dois candidatos. Em vídeo, o petista também minimizou os possíveis efeitos do apoio declarado por ACM Neto (União Brasil) ao candidato do PL.
Na avaliação de Rosemberg, a estratégia do campo governista deve apresentar ao eleitor diferenças entre as propostas dos dois candidatos em temas como soberania nacional, jornada de trabalho e política de valorização das aposentadorias.
“Será a comparação. O Brasil que nós queremos, o Brasil que o povo quer”, afirmou.
O deputado citou como exemplos a defesa de uma escala de trabalho 5×2 e da vinculação do reajuste das aposentadorias ao salário mínimo, que atribuiu à candidatura de Lula. Em contraponto, associou Flávio Bolsonaro à proposta de remuneração por hora e a uma política de congelamento das aposentadorias.
Rosemberg também chamou atenção para a abstenção registrada no primeiro turno e defendeu uma mobilização para atrair esse eleitorado para a segunda etapa da eleição.
Deputado prevê empate em próxima pesquisa
Durante a fala, Rosemberg também fez uma previsão sobre os próximos levantamentos eleitorais. Segundo ele, a primeira pesquisa divulgada após o início do segundo turno deverá mostrar uma disputa mais equilibrada entre Lula e Flávio Bolsonaro.
“A próxima pesquisa que for feita […] não vai apresentar à frente o Flávio Bolsonaro. Vai apresentar uma posição aproximada de um empate aí entre os dois”, afirmou.
O petista comparou o cenário com a eleição presidencial de 2014, quando Dilma Rousseff e Aécio Neves disputaram o segundo turno, e citou a virada de Dilma como referência para defender a possibilidade de crescimento de Lula na nova etapa da disputa.
Rosemberg ainda voltou a criticar o apoio de ACM Neto a Flávio Bolsonaro. Na avaliação dele, a manifestação teria pouca influência sobre o resultado na Bahia porque outros políticos que apoiaram Bolsonaro já teriam feito essa escolha no primeiro turno.
“Essa manifestação do ACM Neto é apenas a máscara dele que cai, é assumindo essa posição pública bolsonarista, mas, no fundo, na minha opinião, pouco vai interferir”, declarou.
Ao justificar a avaliação, o deputado citou João Roma (PL) e Angelo Coronel (PSD), afirmando que ambos fizeram campanha para Bolsonaro no primeiro turno e que os votos obtidos pelo campo adversário na Bahia já refletiriam esse posicionamento.