Salvador, 13/05/2026 20:13

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“Real News”: Wagner desmascara Flávio Bolsonaro e aponta origem do “Caso Master” no governo anterior

Foto: Divulgação
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Em discurso na tribuna do Plenário do Senado Federal nesta quarta-feira (13), o senador Jaques Wagner (PT-BA) desmentiu a tentativa de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de transferir para a Bahia a responsabilidade pelo escândalo financeiro envolvendo o Banco Master, que gerou um rombo de R$ 47 bilhões no Fundo Garantidor de Crédito (FGC).

Wagner apresentou o que chamou de “Real News”, contrastando com as narrativas distorcidas espalhadas por nomes da oposição. Segundo o senador, a origem do Banco Master não ocorreu em solo baiano, mas nos gabinetes da Esplanada e do Banco Central durante a gestão de Jair Bolsonaro.

“O trambique foi feito aqui, aos olhos do Banco Central, sob a presidência do senhor Roberto Campos Neto. A gênese está no governo de Jair Messias Bolsonaro, não na Bahia”, disparou Wagner.

Revelações do Intercept

A fala do senador ganhou mais peso com as revelações do portal Intercept Brasil. Enquanto Flávio Bolsonaro tentou atacar o governo da Bahia e o Partido dos Trabalhadores, uma reportagem do veículo revelou que Flávio teria sido o articulador de uma negociação de R$ 134 milhões com Daniel Vorcaro para financiar a cinebiografia de seu pai, intitulada “Dark Horse”.

Documentos e áudios veiculados indicam que pelo menos R$ 61 milhões foram transferidos para a produção, com Flávio chegando a pressionar o banqueiro pela liberação de parcelas. “Deus é generoso comigo. No dia em que decido fazer essa fala, é veiculada a reportagem sobre o diálogo profícuo entre o senador Flávio e o ‘senhor’ Vorcaro”, ironizou Wagner.

O líder esclareceu que a participação do governo baiano se limita à privatização da rede de supermercados Cesta do Povo, uma medida estritamente de gestão realizada para estancar um prejuízo milionário aos cofres públicos. “Fizemos o que os liberais pregam: privatizamos uma rede estatal que era uma excrescência. Ali se encerra nossa participação”, explicou.

Ao concluir, o líder do governo criticou a postura daqueles que, de acordo com ele, se colocam como “arautos da honestidade” no Congresso. Wagner relembrou sua trajetória limpa e destacou sua recusa em operar por meio de CNPJ para fins pessoais.

“Eu não sou mais honesto que ninguém, mas tenho meu código de ética. Não tenho sequer CNPJ. Na Bahia não nasceu nenhum trambique. O escândalo nasceu no governo anterior, quando o Banco Central, que deveria fiscalizar, não fiscalizou e permitiu que se fizesse talvez o maior rombo da história bancária deste país”, concluiu o senador.

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