Candidato do União Brasil cita morte de idoso com câncer no sul da Bahia, critica promessa não cumprida de Jerônimo Rodrigues e defende tabela acima do SUS para leitos privados.
Durante sabatina transmitida nesta terça-feira (15) pela TV Bahia, em Salvador, o candidato a governador ACM Neto (União Brasil) voltou a disparar críticas contundentes à gestão da saúde pública estadual e à fila da regulação. Ao detalhar o funcionamento do programa “Pix Saúde”, o postulante afirmou que o modelo atual conveniado ao Sistema Único de Saúde (SUS) na Bahia é ineficiente e relatou a morte de um paciente oncológico em Ilhéus após descumprimento de decisão judicial pelo Estado.
Neto destacou que o programa prevê uma tabela de remuneração suplementar para atrair hospitais filantrópicos e particulares, aos moldes do que ocorre no estado de São Paulo. “Com a tabela SUS que é praticada hoje pelo Estado da Bahia, você não consegue contratar serviços de qualidade (…) A Tabela Paulista remunera com valores superiores à tabela SUS, o que torna, portanto, interessante para o hospital filantrópico e privado disponibilizar a sua vaga para o atendimento público”, explicou o postulante.
O candidato confrontou o governador Jerônimo Rodrigues (PT), apontando que a promessa feita na campanha anterior de extinguir a fila da regulação não foi cumprida. Como exemplo, citou um caso recente que divulgou em suas redes: “Um senhor que esperou dois meses lá no Hospital de Ilhéus, na Costa do Cacau, para conseguir um internamento hospitalar para fazer tratamento contra o câncer. Resultado: a família entrou na Justiça, a Justiça determinou que o governo do Estado atendesse aquele paciente, o governo não cumpriu a ordem judicial e o paciente morreu. Se nós tivéssemos o Pix Saúde, haveria ali uma vaga no hospital particular para salvar a vida daquele paciente”, argumentou, indicando foco em oncologia, ortopedia e emergências.