Vereadora do PT cobra paradeiro do candidato derrotado em Camaçari, relembra cobrança por quebra de sigilo e compara reação da oposição às movimentações antidemocráticas de 8 de janeiro.
A vereadora Marta Rodrigues (PT) dirigiu duras críticas, nesta terça-feira (27), na Câmara Municipal de Salvador, ao presidente da Câmara de Camaçari e candidato derrotado à prefeitura local, Flávio Matos (União Brasil). Ao comentar a informação de que o opositor teria deixado o país logo após a divulgação do resultado das urnas no município da Região Metropolitana, a petista ironizou a postura do adversário e afirmou que a atitude revela receio de enfrentar investigações e o debate público.
Para Marta, o comportamento de Matos assemelha-se a estratégias adotadas pela cúpula do bolsonarismo após derrotas nas urnas. “No primeiro momento, não aceitou a derrota, questionou o processo. Depois, ontem, o partido dele pressionou, ele reconheceu a vitória e em seguida fugiu. Porque quem foge, quem não enfrenta o debate e a democracia, é porque tem culpa”, declarou a parlamentar, ressaltando que a militância manterá vigilância contra qualquer tentativa de contestação jurídica do resultado.
A vereadora resgatou o mote adotado pelo grupo petista durante o pleito em Camaçari sobre a conduta financeira do candidato do União Brasil. “Nós fizemos uma campanha: ‘Abre o sigilo, Flávio’. Quando encaminhou o documento, teve uma das empresas que ele tirou porque era a sócia dele. E agora faz o mesmo: termina a eleição e ele foge para conspirar contra o povo brasileiro. O povo não é bobo e não vamos aceitar golpe no tapetão como tentaram em 8 de janeiro”, completou, chegando a sugerir, em tom irónico, a fixação de uma recompensa para localizar o paradeiro do adversário.
Marta Rodrigues também acusou a oposição de apostar na divisão social por falta de propostas concretas para as cidades baianas. “Como eles não têm projecto de nação, vão para a política do ódio, da misoginia e da violência contra as mulheres e contra os segmentos LGBT. Vamos acompanhar par e passo, porque é necessário encontrá-lo para que responda pelo que fez”, concluiu.