Salvador, 18/08/2026 15:29

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“Quantas emergências tem em Salvador?”, dispara petista Tagner ao rebater ACM Neto sobre crise da regulação

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Em entrevista à Sauípe FM, liderança do PT critica exploração política da saúde em redes sociais, compara estrutura da capital baiana com Fortaleza e cobra papel das prefeituras na atenção básica.

Ao avaliar os embates sobre a fila de regulação no Sistema Único de Saúde (SUS) na Bahia, Tagner Cerqueira (PT) rebateu as críticas da oposição e cobrou a corresponsabilidade das gestões municipais no atendimento à população. Em entrevista ao programa É do Povo, na Rádio Sauípe FM, o dirigente petista confrontou as declarações do ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União Brasil), e rechaçou o tratamento da saúde como peça de retórica digital.

“Agora, a gente não pode aceitar é videozinho de internet, de comoção, de falar… Eu vejo muito o ex-prefeito de Salvador, o candidato a governador ACM Neto, falando de regulação e ele não olha a gestão da sua cidade que ele governou”, pontuou. Em tom de cobrança, Tagner colocou em xeque a estrutura hospitalar deixada pela gestão do adversário na capital: “Quantas emergências tem em Salvador? O Hospital Municipal que eles inauguraram em Salvador não funciona de portas abertas, é porta fechada. Que emergência é essa?”.

Para respaldar a crítica sobre o déficit de unidades municipais de urgência, Tagner estabeleceu um paralelo com a capital do Ceará. “Aí a gente vai pra cidade de Fortaleza. Só a Prefeitura de Fortaleza, na cidade, na capital de Fortaleza, tem oito hospitais municipais. Salvador não. Então, não pode fazer esse debate de jogar pra torcida”, assinalou o petista.

Embora tenha admitido a existência de gargalos no fluxo de regulação estadual, Tagner sustentou que o Executivo baiano mantém aportes financeiros contínuos e defendeu que a solução passa pelo fortalecimento da atenção primária nos municípios, porta de entrada que evita a sobrecarga das unidades de alta complexidade.

“Eu não vou dizer que tá mil maravilhas, não vou aqui ser leviano dizer que tá tudo… não tá. E não por falta de investimento, a gente faz muito investimento. Agora, é um debate muito amplo, um debate muito sério, que a gente precisa trabalhar em parcerias com as cidades, em parceria com os municípios”, argumentou.

Por fim, Tagner reforçou que o foco preventivo dos municípios é determinante para desatar o nó dos leitos estaduais: “Não tô transferindo culpa, mas acredito que depende muito, muito mesmo da atenção básica. Uma boa atenção básica funcionando, a gente faz a prevenção”.

Jornalista, escritor e estrategista de comunicação. Profissional de visão analítica e atuação multidisciplinar, forjou-se na redação do Grupo A Tarde (jornalismo popular e cidade) e na comunicação institucional da AGERBA. Alia o faro investigativo ao rigor técnico, com experiência em coleta e análise de dados primários e econômicos para órgãos públicos. Em sua trajetória, comandou a assessoria de imprensa e a gestão de redes sociais em campanhas políticas para bases superiores a 300 mil seguidores. É especialista em redação SEO e copywriting, produzindo textos e conteúdos corporativos para gigantes do mercado (como Bradesco e Odebrecht), além de atuar como estrategista na elaboração de centenas de projetos institucionais e ESG de alto impacto para captação de recursos. No mercado editorial, codirige um empreendimento ligado a uma fraternidade esotérica e já assinou a edição final e a revisão de dois livros publicados.

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