Ricardo Alban cita investimentos de WEG, Moura e BYD e pede regras que estimulem a indústria brasileira sem elevar custos
O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, defendeu nesta quinta-feira (15) a ampliação da participação de empresas brasileiras no mercado de armazenamento de energia. Durante encontro com empresários e autoridades em Salvador, ele afirmou que o governo deve avaliar a possibilidade de aumentar as exigências de conteúdo local no leilão de sistemas de armazenamento por baterias.
“Por que não aumentar o conteúdo local, se entendermos que nós estamos capacitados a isso?”, questionou Alban.
O dirigente citou empresas que atuam ou investem no segmento, como WEG, Moura e BYD, para argumentar que o país tem condições de ampliar a participação da indústria nacional na cadeia de fornecimento desses equipamentos.
Alban também mencionou a Windey, fabricante chinesa que anunciou uma fábrica de sistemas de armazenamento de energia em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador.
Na avaliação do presidente da CNI, a política industrial deve aproveitar a capacidade produtiva já instalada no país e estimular novos investimentos, desde que as exigências não comprometam a competitividade dos projetos.
Conteúdo local
Os sistemas de armazenamento de energia em baterias, conhecidos pela sigla BESS, permitem guardar eletricidade para utilizá-la posteriormente. A tecnologia pode contribuir para a estabilidade do sistema elétrico e para a integração de fontes renováveis, como a solar e a eólica.
A discussão sobre conteúdo local envolve a definição de quanto dos equipamentos, componentes e serviços utilizados nos projetos deverá ser produzido ou fornecido no Brasil.
Alban defendeu que o governo dialogue com as empresas do setor antes de definir as regras, de modo a avaliar a capacidade da indústria nacional e as condições necessárias para ampliar sua participação.
A proposta busca conciliar o estímulo à produção brasileira com a manutenção de custos competitivos para os empreendimentos.