Mais do que conectar Salvador à Ilha de Itaparica, o Sistema Rodoviário Ponte Salvador-Ilha de Itaparica está trazendo para o Brasil novas tecnologias voltadas às grandes obras de infraestrutura. Com soluções inéditas na América Latina e métodos já empregados em alguns dos maiores empreendimentos do mundo, o projeto consolida um novo marco para a engenharia nacional ao combinar inovação, transformação digital, sustentabilidade e alta complexidade técnica.
Para apresentar essas soluções ao público, a Concessionária acaba de lançar um vídeo com informações detalhadas sobre o empreendimento. Entre os destaques está a ampliação do vão central da ponte, que passou de 482 metros para 684 metros de extensão, atendendo aos padrões internacionais de segurança e navegação e facilitando a circulação de grandes embarcações, como navios de carga, cruzeiros e petroleiros. Com essa mudança, a Ponte Salvador-Itaparica passará a figurar entre as 25 maiores pontes estaiadas do mundo. A ponte contará ainda com uma superestrutura mista de aço e concreto e duas torres estaiadas de 248 metros de altura, em configuração de diamante, que serão construídas em 34 segmentos sucessivos com o uso de formas trepantes hidráulicas.
Disponível no canal da Concessionária no YouTube (https://youtu.be/dtbPhwcNoGo?is=MP9I1IhTxzAudbTb), o vídeo com cerca de sete minutos de duração apresenta outros diferenciais da obra, entre eles a instalação de uma central de concreto entre os pilares P5 e P6. A inovação garantirá que o concreto utilizado na construção seja produzido e fornecido diretamente na área de trabalho, reduzindo o tempo de transporte, aumentando a produtividade e assegurando maior controle tecnológico sobre os materiais empregados.
“O Sistema Rodoviário Salvador–Ilha de Itaparica representa muito mais do que uma grande obra de infraestrutura. Estamos incorporando ao Brasil métodos construtivos e soluções de engenharia que já demonstraram sua eficiência em grandes projetos internacionais e que deixam um importante legado tecnológico para a engenharia nacional”, afirma o gerente de Relações Institucionais e porta-voz da Concessionária, Carlos Prates.
Engenharia inteligente
As inovações também estão presentes na execução das fundações e da estrutura da ponte. As fundações serão executadas com estacas metálicas de grande porte, utilizando tubos de aço cravados com o apoio de bate-estacas flutuantes, seguidos de escavação interna, instalação de armaduras pré-montadas e concretagem submersa, garantindo elevado desempenho estrutural.
Outro diferencial é o gerenciamento integral da obra por meio da metodologia BIM (Building Information Modeling), que integra planejamento, engenharia e execução em um ambiente digital. O sistema permite acompanhar cada etapa da construção em tempo real, antecipar interferências, otimizar recursos e ampliar a precisão das decisões técnicas.
Plataforma operacional
Outra inovação já está sendo implantada na Baía de Todos-os-Santos: uma plataforma de trabalho com tecnologia chinesa, utilizada pela primeira vez na América Latina. A estrutura funcionará como uma base operacional sobre o mar, permitindo o deslocamento de equipes, equipamentos e materiais ao longo das frentes de serviço com elevados padrões de segurança e eficiência.
A plataforma acompanhará praticamente toda a extensão da ponte durante a construção e será desmontada ao final dos trabalhos. Esse método reduzirá em aproximadamente 70% a necessidade de embarcações de apoio, contribuindo para uma melhor organização do tráfego marítimo na Baía de Todos-os-Santos.
A tecnologia já vem sendo utilizada em grandes empreendimentos na China. Estruturas semelhantes viabilizam a construção de pontes em ambientes marítimos de alta complexidade, como a Ponte da Baía de Hangzhou, marcada por ventos fortes, ondas elevadas e correntes intensas. Nesse projeto, a plataforma possui 29,2 quilômetros de extensão, mais que o dobro da utilizada na Ponte Salvador–Ilha de Itaparica.
Outro exemplo é a Ponte de Liuheng, com 18,8 quilômetros de extensão, cuja plataforma opera há mais de dois anos sem registro de incidentes relacionados à segurança, ao meio ambiente ou a colisões com embarcações.
Veja o vídeo