Secretário Nacional de Comunicação da legenda, Éden Valadares, acusa senador do PL de quebrar pacto do TSE ao usar inteligência artificial para incitar violência.
O Secretário Nacional de Comunicação do PT, Éden Valadares, criticou duramente o senador Flávio Bolsonaro (PL) pela publicação de um vídeo gerado por inteligência artificial (IA) que, segundo o dirigente petista, sugere a aniquilação do partido por meio de extrema violência. A publicação ocorreu apenas 24 horas após o PL, o PT e outras legendas assinarem um acordo no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para combater a desinformação e o uso indevido de tecnologias nas eleições.
Em vídeo divulgado nas redes sociais, Valadares questionou a postura do adversário político e a resposta do judiciário frente às constantes infrações. “Um dia depois da assinatura desse acordo, o filho de Bolsonaro publicou um vídeo inteiramente produzido por inteligência artificial pra atacar o PT e incitar a aniquilação do nosso partido pelo uso da violência”, declarou o secretário, detalhando que o material exibia elementos bélicos como aviões de guerra e metralhadoras.
O pacto, intitulado “Acordo de parceria pela integridade das eleições”, foi formalizado na quarta-feira da semana passada e envolveu a assinatura do presidente do PT, Edinho Silva, além de líderes de mais de 20 partidos e autoridades da Justiça Eleitoral. O objetivo da medida é garantir a lisura do pleito contra o avanço das fake news.
Valadares informou que o partido já acionou a Justiça mais uma vez, ressaltando que, apenas na pré-campanha, o PT já recorreu aos tribunais mais de cinquenta vezes por ataques semelhantes. “A pergunta que fica é se o bolsonarismo conta com a cumplicidade da Justiça para seguir atacando o PT, a integridade das eleições e a democracia no Brasil?”, indagou.
Ainda durante seu pronunciamento, o secretário fez menção a outras investigações envolvendo o senador do PL para questionar a falta de punição. “Se Flávio pode visitar banqueiro com tornozeleira eletrônica, pode pedir dinheiro, receber dinheiro, com áudio, com confissão, com tudo e não ser alvo de nenhuma medida de busca e apreensão, ele pode assinar um acordo e 24 horas depois zombar da própria Justiça?”, concluiu Éden Valadares, alertando que a inação das instituições acaba se tornando uma maneira de agir.
