Salvador, 29/10/2026 16:05

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Pablo Souza admite “ter afinidade” e apoiado a ACM Neto no 1º turno, mas nega ato político no 2º

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Titular da Semob afirma que participou de mobilização individual com amigos na campanha para o governo da Bahia, mas diz que não se manifestou sobre a disputa presidencial

O secretário municipal de Mobilidade Urbana de Salvador, Pablo Souza, admitiu ter participado de uma mobilização em apoio a ACM Neto (União Brasil) no primeiro turno das eleições, mas afirmou que, na segunda etapa da disputa, se limitou a cumprir suas funções técnicas na Prefeitura de Salvador.

A declaração foi dada nesta quinta-feira (29), em entrevista ao programa Giro Baiano, do BNews, em meio à polêmica sobre a operação dos ônibus na capital baiana durante o segundo turno.

Pablo explicou que sua manifestação em favor de ACM Neto ocorreu de forma individual, com a mobilização de amigos, e não representou uma ação institucional da Secretaria Municipal de Mobilidade (Semob). O secretário também reconheceu afinidade com a gestão do ex-prefeito, que integra o grupo político responsável pela administração municipal.

“Apesar de ser técnico, através da oportunidade que me é dada, eu tenho a possibilidade de desenvolver o meu trabalho técnico na prefeitura por este grupo. Eu tenho afinidade com o governo que ACM Neto desenvolveu à frente da prefeitura e faço parte de uma construção desse Governo Municipal na Prefeitura ao lado do prefeito Bruno Reis”, declarou.

O titular da Semob, no entanto, fez questão de diferenciar a manifestação no primeiro turno de sua atuação durante o segundo. Segundo ele, a mobilização foi uma iniciativa pessoal, sem relação com a disputa pela Presidência da República.

“Volto a dizer, isso foi uma manifestação individual que eu participei, mobilizando meus amigos. Isso não se tratou de nenhum tipo de ação política envolvendo candidato à Presidência da República”, afirmou.

Pablo também negou ter se manifestado em apoio a Ronaldo Caiado, citado na disputa estadual, a Flávio Bolsonaro (PL) ou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A declaração ocorre após questionamentos sobre uma possível motivação política na operação do transporte público durante o segundo turno. O secretário sustenta que a programação da frota foi a mesma utilizada na primeira etapa da eleição e nega que a gestão municipal tenha adotado medidas para favorecer ou prejudicar candidatos à Presidência.

Em entrevistas anteriores, Pablo atribuiu parte dos problemas registrados na circulação dos coletivos a adesivaços realizados em garagens de ônibus de Salvador. Ele acusou apoiadores de Lula, alguns ligados ao Sindicato dos Rodoviários, de promoverem ações coordenadas que teriam provocado atrasos na saída dos veículos.

Ao distinguir sua participação política pessoal da atuação como secretário, Pablo reafirmou que, durante o segundo turno, estava dedicado às atividades técnicas da Semob, apesar de reconhecer sua afinidade com o grupo político que administra a capital baiana.

Jornalista, com atuação na área de política e apaixonado por futebol. Foi coordenador de conteúdo do site Radar da Bahia, repórter do portal Primeiro Segundo e colunista em ambos os veículos. Atuou como repórter na Superintendência de Comunicação da Prefeitura Municipal de Lauro de Freitas e, atualmente, cobre política nos portais bahia.ba e Política Ao Ponto.

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