Vice-prefeito de Feira de Santana analisou liderança folgada de ACM Neto em levantamento da Paraná Pesquisas e afirmou que exaustão do eleitor com a fila da regulação ditará o rumo das urnas
O vice-prefeito de Feira de Santana e secretário municipal de Educação, Pablo Roberto (PSDB), manifestou forte entusiasmo nesta quarta-feira (1º) com o panorama desenhado pela mais recente rodada do instituto Paraná Pesquisas. O levantamento, que consolida o ex-prefeito ACM Neto (União Brasil) na liderança da corrida sucessória estadual com uma frente superior a 12 pontos percentuais, foi classificado pelo gestor feirense como o retrato mais fiel do profundo sentimento de insatisfação que tomou conta da Bahia. Com a autoridade de quem atua no segundo maior colégio eleitoral do estado, Pablo pontuou que o desejo de ruptura política é palpável tanto no interior quanto nos grandes adensamentos urbanos.
Apesar de o cenário ser amplamente favorável a pouco mais de 80 dias da abertura das urnas, o tucano usou sua experiência política para dar um freio de arrumação na militância, orientando o grupo de oposição a adotar uma postura de extrema cautela e equilíbrio. Defensor da tática do “chinelo baixo” — jargão político para o trabalho focado em ouvir as bases sem arrogância —, o secretário destacou que a eleição será decidida pelo debate em torno das dores reais do cidadão. Ele elencou as filas mortais do sistema de regulação da saúde pública e o descontrole dos índices de violência como os grandes calcanhares de Aquiles da gestão petista, fatores que tornaram inevitável a busca por um novo modelo administrativo.
“A pesquisa, com certeza, reflete o sentimento atual da Bahia. Quem está tendo a oportunidade de rodar o estado e circular pelos grandes centros tem testemunhado esse anseio por mudança, que hoje é representado por ACM Neto e pelo nosso grupo”, avaliou o vice-prefeito de Feira. “Sabemos que pesquisa é o retrato do momento e esse momento está a nosso favor, mas agora cabe a nós agir com muita sabedoria, habilidade e ‘chinelo baixo’, mantendo a capacidade de dialogar com a população sobre as transformações de que o estado necessita. O povo baiano não suporta mais lidar com a falta de segurança, com uma regulação da saúde que nunca foi resolvida e com tantas outras mazelas que trazem preocupação. O clima é de otimismo para continuar nesse ritmo, pois acredito que vamos vencer as eleições”, concluiu Pablo Roberto.