O senador Otto Alencar (PSD-BA) declarou apoio à recondução de Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) à presidência do Senado. Segundo o parlamentar baiano, a permanência do atual presidente também conta com o apoio de outros integrantes da Casa, entre eles o líder do MDB, Eduardo Braga (AM).
“Eu também já manifestei apoio a ele, ao Davi, pelo PSD”, afirmou Otto ao comentar a disputa pelo comando do Senado.
O senador disse que Alcolumbre já articula a própria reeleição com representantes de diferentes bancadas. Apesar das manifestações favoráveis, ressaltou que a definição dependerá dos votos dos parlamentares que integrarão a próxima composição da Casa.
“E outros senadores também estão trabalhando para a reeleição dele”, acrescentou.
Eleição será realizada após posse dos senadores
Otto afirmou que a disputa ainda deve passar por uma etapa de negociações políticas antes da votação. A escolha do presidente será feita pelo novo colegiado, que toma posse em 2 de fevereiro, data em que, segundo o senador, a eleição será realizada.
“É uma eleição que vai ser pelo novo colegiado, que toma posse no dia 2 de fevereiro, porque quando toma posse no dia 2 de fevereiro, imediatamente se faz a eleição. Então, até lá, é uma longa caminhada”, declarou.
A avaliação indica que os apoios anunciados até agora não encerram a disputa. As conversas entre partidos e parlamentares devem continuar até a definição do comando do Senado.
PSD e MDB manifestam apoio a Alcolumbre
O apoio de Otto representa um sinal favorável à continuidade de Alcolumbre à frente da Casa e se soma às manifestações de outros senadores. Entre eles está Eduardo Braga, líder do MDB, legenda que também sinalizou apoio à recondução do atual presidente.
A presidência do Senado tem influência sobre a organização dos trabalhos legislativos, a condução das sessões e a definição da pauta de votações. A escolha do ocupante do cargo, por isso, envolve articulações entre partidos e lideranças com diferentes interesses.
Ao afirmar que ainda há uma “longa caminhada” até a eleição, Otto reconheceu que a disputa permanece aberta a negociações, apesar dos apoios já declarados.