Em entrevista concedida ao podcast Café Política, o deputado estadual reeleito Rosemberg Pinto (PT) teceu críticas ao ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil) e analisou os fatores que, em sua visão, orientam o comportamento político do oposicionista no cenário baiano.
Ao avaliar o perfil socioeconômico e a trajetória do adversário, Rosemberg afirmou que ACM Neto tem a vida financeira resolvida por herança familiar e que suas preocupações centrais não derivam de carências de subsistência. “Acho que o Neto virou um milionário, herdeiro aí da família que trabalhou na vida, então ele não se move por essa questão de ter ou não ter. Agora, tem uma coisa que ele tá muito preocupado, na minha opinião: é o desdobramento da sua vida pessoal com as investigações”, afirmou o parlamentar.
Segundo o líder petista, os desdobramentos de apurações em curso colocam o ex-prefeito no centro de debates sobre irregularidades. “O que tá posto no que foi divulgado das investigações coloca ele na centralidade dos desvios que tavam acontecendo, não só no Banco Master, mas agora recentemente com aquela questão lá em Minas Gerais, várias questões. É lógico que isso preocupa para ele, porque uma coisa vai levando à outra e é a maneira dele se proteger”, sustentou Rosemberg.
Na sequência, o deputado contrapôs o cenário eleitoral e o debate nacional ao enfatizar a relevância da disputa presidencial para a manutenção das garantias democráticas no país. “A eleição do Lula ela é preponderante porque nós tamo falando da democracia. A eleição do Flávio Bolsonaro é a perspectiva do desmonte da democracia, é a volta do ‘manda quem pode, obedece quem tem juízo'”, declarou.
Rosemberg relembrou ainda sua vivência durante o período da ditadura militar para reforçar o alerta contra retrocessos autoritários. “Eu vivenciei um processo no período da ditadura militar que qualquer movimentação era algo inimaginável, os nossos nomes eram registrados numa ficha. É isso que nós tamo discutindo, é a volta desse processo, e eu não quero isso para ninguém”, finalizou o deputado.