O deputado estadual Tiago Correia, líder da oposição na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), rebateu as declarações do governador Jerônimo Rodrigues (PT) e do secretário de Comunicação do PT nacional, Éden Valadares, sobre a liderança política do ex-prefeito de Salvador e vice-presidente nacional do União Brasil, ACM Neto.
Nesta terça-feira (27), em entrevista à Piatã FM, Jerônimo afirmou que Neto perdeu a liderança da oposição na Bahia. Em outra manifestação, Éden Valadares também questionou o espaço político ocupado pelo ex-prefeito de Salvador no campo oposicionista.
Para Tiago Correia, as declarações demonstram uma tentativa do PT de interferir até mesmo na organização política de seus adversários.
“O PT se acha tão dono da Bahia que até na oposição baiana agora eles querem mandar. Já não basta controlar o governo, agora querem decidir quem tem liderança na oposição? Quem define isso não é Jerônimo Rodrigues muito menos Éden Valadares. É a própria oposição, são os partidos, as lideranças políticas e, principalmente, a população baiana”, afirmou.
O líder da oposição na AL-BA também defendeu a trajetória de ACM Neto e destacou o peso político do ex-prefeito de Salvador no cenário estadual. Segundo ele, o petismo tenta desqualificar uma liderança que continua tendo relevância no debate político da Bahia.
“ACM Neto tem uma história, tem serviços prestados à Bahia e a Salvador e construiu uma liderança política que não depende da autorização do PT para existir. Eles podem discordar de Neto, podem fazer oposição a ele, mas não podem querer determinar o tamanho político de quem está do outro lado”, declarou.
Tiago Correia também criticou o que considera uma postura de arrogância do grupo petista após duas décadas no comando do governo estadual. Para o deputado, a oposição tem autonomia para definir seus caminhos, suas estratégias e suas lideranças, sem precisar se submeter à avaliação dos adversários.
“Depois de tantos anos no poder, o PT parece acreditar que é dono da Bahia. Mas a Bahia não pertence a um partido, muito menos a um grupo político. A oposição tem autonomia, tem lideranças e sabe muito bem quem representa seus projetos. Não será o governador nem o secretário de Comunicação do PT que vão escolher isso por nós”, concluiu.