Presidente da CBPM afirma que estado já domina o mapa dos minerais da transição energética e mira protagonismo global no beneficiamento da matéria-prima.
A Bahia já tem suas riquezas naturais mapeadas e agora corre contra o tempo para garantir o domínio tecnológico no beneficiamento de recursos essenciais para a economia do futuro. A análise foi feita pelo presidente da Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM), Henrique Carballal, nesta quarta-feira (6), durante a abertura do Index 2026, no Centro de Convenções de Salvador.
Para o chefe do órgão estadual de mineração, a etapa de prospecção já foi superada e o desafio baiano agora é não se limitar ao papel de exportador de matéria-prima bruta. “Não é mais identificar quais minerais são fundamentais para a transição energética, a gente já sabe. Não é ter os recursos para retirá-los, a gente já tem. O que a gente precisa, de fato, é ter tecnologia”, diagnosticou Carballal.
Considerado o maior encontro da indústria no Nordeste, com a expectativa de atrair 40 mil visitantes para debates sobre temas como inteligência artificial e sustentabilidade, o Index foi o palco escolhido pelo gestor para alertar o setor produtivo. Segundo ele, a indústria baiana precisa inovar se quiser competir globalmente. “Para você enfrentar os grandes países do mundo que hoje estão nas disputas por esses minerais da transição energética, eles vão vencer se tiverem essa tecnologia. Então nós precisamos nos preparar […] para que, de fato, a gente retire os minerais do solo, mas os processe aqui”, concluiu.
