O prefeito de Salvador, Bruno Reis, afirmou que ainda é cedo para definir qual será a estratégia da oposição nas eleições de outubro e ponderou sobre os possíveis caminhos no cenário nacional, incluindo a disputa entre primeiro e segundo turno.
Segundo o prefeito, o ambiente político permanece em constante mudança às vésperas do pleito. “Veja, tem que até avaliar se essa é a melhor estratégia, é melhor ter ganhado uma eleição no primeiro turno ou é melhor levar essa eleição para o segundo turno, todo mundo se unir para vencer as eleições. É cedo ainda, gente, para afirmar, política ainda mais do ano de eleição, um dia é que vale uma semana, uma semana é que vale um mês, um mês é que vale um ano”, disse.
Ele destacou que o cenário ainda pode sofrer alterações até as convenções partidárias. “Então nós estamos a cinco meses das eleições, estamos a três meses das convenções, até lá ainda tem muita coisa para acontecer, muita água passar debaixo da ponte e lá a oposição vai adotar a melhor estratégia”, afirmou.
Ao comentar o contexto nacional, Bruno Reis apontou que há um sentimento de mudança no eleitorado e fez críticas ao atual governo federal, liderado por Luiz Inácio Lula da Silva. “O importante é um consenso que nós temos que representar o sentimento de mudança que é latente no Brasil e ainda muito maior aqui na Bahia. Você vê um governo que tem uma desaprovação maior do que aprovação? A certeza de que vai ser derrotado. Quem desaprova um governo não vota no governo”, disse.
O prefeito também atribuiu a queda na aprovação a decisões políticas e ao ambiente de polarização. “Acho que cometeram-se diversos equívocos no atual governo. Inclusive um deles foi estimular o radicalismo, uma polarização, essa briga permanente. O governo tem que ter paz, tranquilidade para entregar, para dar resultados, para fazer a vida do povo melhorar”, afirmou. “Então cometeu esse erro histórico e agora está pagando preço”, completou.
Questionado se a queda de popularidade de Lula poderia favorecer o ex-prefeito de Salvador ACM Neto na Bahia, Bruno Reis avaliou que o cenário estadual tende a ser independente da disputa nacional. “Veja, eu acho que a escolha na Bahia esse ano será independente da eleição nacional. Ano passado essa população acabou sendo levado por essa onda de que era importante. É importante mudar o governo, tirar o ex-presidente e, naturalmente, o atual presidente ter aqui um governo aliado”, disse.
Na sequência, ele criticou o alinhamento entre governos como fator determinante para investimentos. “E a minha resposta está aí, se ter governo aliado fosse condição, se Neko Anon fosse algo crucial. O governador não tinha pedido 30 bilhões de reais de financiamento, teria recebido o governo apoio. Não teria tido a necessidade de pegar. O governador atual pegou mais empréstimo que todos os ex-governadores formados juntos. Isso mostra o quê? Isso mostra que o alinhamento de nada serviu”, afirmou.
