Em tom descontraído com Mário Kertész, senador resgatou episódios com o ex-governador Antônio Carlos Magalhães e recordou a eleição municipal de 1985 em Salvador.
O encerramento da entrevista de Otto Alencar (PSD) na Rádio Metrópole rendeu momentos de descontração e resgate da memória política baiana ao lado do comunicador Mário Kertész. Ao relembrarem mestres em comum no tradicional Colégio 2 de Julho — como o professor Basílio Catalá de Castro e a rigorosa professora de francês Noêmia Rêgo, a “Calamité” —, Otto revelou um episódio hilário envolvendo o ex-governador Antônio Carlos Magalhães na década de 1990.
“Quando eu era presidente da Assembleia Legislativa, vi numa livraria de aeroporto o livro ‘As 48 Leis do Poder’, de Robert Greene. Abri, li a primeira lei e comprei na hora um exemplar para presentear o governador Antônio Carlos Magalhães com uma dedicatória. Dias depois fui despachar com ele e perguntei: ‘Governador, gostou do livro?’ Ele me respondeu na hora: ‘Gostei muito da primeira lei: Nunca queira ofuscar o brilho do chefe!’ E dessa lei ele não abria mão para ninguém!”, divertiu-se Otto, arrancando gargalhadas de Kertész no estúdio.
A resenha incluiu ainda brincadeiras sobre a histórica disputa pela Prefeitura de Salvador em 1985, quando Mário Kertész venceu a chapa encabeçada por Edivaldo Brito, na qual Otto concorria a vice-prefeito. “Você nos deu uma sova política naquela eleição e eu transferi meu título de volta para Ruy Barbosa por sua causa! Edivaldo Brito sente a rasteira até hoje, mas eu não tenho vaidades: senador é apenas um cidadão comum com a missão de servir ao povo sem andar de salto alto”, finalizou o senador.