Prefeito detalhou investimentos de R$ 160 milhões em asfalto novo e tapa-buracos em 2026 e garantiu expansão do piso intertravado em bairros periféricos.
Ao responder a questionamentos de ouvintes sobre a lotação das unidades municipais de urgência e as condições viárias da capital, o prefeito Bruno Reis sustentou que a retenção de pacientes nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de Salvador é consequência direta da paralisia do sistema de regulação estadual gerido pelo Palácio de Ondina.
“Quando assumimos a prefeitura, Salvador só tinha uma única UPA em Periperi, que nem funcionava direito. Hoje nós temos 11 UPAs e sete prontos atendimentos estruturados, inclusive na Ilha de Maré, que esperou quase 500 anos por uma unidade de emergência. Neste exato momento, cerca de 350 pacientes ocupam os leitos de sala vermelha e enfermaria das nossas UPAs porque o Governo do Estado não disponibiliza vagas nos hospitais gerais. No passado, as pessoas morriam jogadas nos corredores do HGE e do Roberto Santos; hoje as nossas UPAs salvam essas vidas funcionando como retaguarda assistencial”, explicou Bruno.
Na área de infraestrutura urbana, o prefeito apresentou números recordes de pavimentação em 2026. “Nenhum governo passado investiu o que estamos investindo. São R$ 120 milhões no programa ‘Tá na Pista’, recapeando grandes avenidas como a Suburbana, e outros R$ 40 milhões em operações contínuas de tapa-buracos para enfrentar o impacto das chuvas. Em ruas estreitas de comunidades onde o asfalto não entra, como no Calabar e em São Cristóvão, estamos colocando piso intertravado de concreto com meio-fio de granito, levando a mesma dignidade das áreas nobres para a periferia”, assegurou.