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Nikolas, Campopiano e Pavanato: Rui Costa detona jovens representantes da direita

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Senador eleito questiona apoio a parlamentares conservadores e critica declarações sobre mulheres e vídeos de influenciador em assentamento rural

O senador eleito Rui Costa (PT) criticou o desempenho eleitoral de jovens representantes da direita e de influenciadores conservadores, ao questionar os valores defendidos por essas figuras públicas e a expressiva votação recebida por elas. Em entrevista ao programa Boa Tarde, Bahia, da Band, o petista associou o fenômeno ao cenário político brasileiro e ao que chamou de “herança escravocrata” do país.

Ao comentar o resultado das eleições, Rui citou uma deputada eleita por São Paulo, que elegeu Eduarda Campopiano, e criticou declarações que atribuiu a ela sobre masculinidade, violência contra mulheres e participação feminina na política.

“Ela fala que o homem tem direito a exercer sua força e sua masculinidade, que contra as mulheres, ou seja, ela legitima a violência contra a mulher”, afirmou.

O senador eleito também questionou a declaração que atribuiu à parlamentar de que não seria natural a presença de mulheres na política. Para Rui, as posições seriam contraditórias com a própria trajetória da jovem, que, segundo ele, recebeu cerca de dois milhões de votos.

“Eu fico imaginando, dois milhões de pessoas saindo de casa para dar o voto naquela menina com esses valores, essas propostas”, declarou.

Rui questiona votação de parlamentares jovens

Na sequência, Rui mencionou o deputado federal paulistano Lucas Pavanato, ligado à direita, a quem atribuiu aproximadamente três milhões de votos. O petista criticou o desempenho político do jovem e afirmou que suas entrevistas não apresentariam conteúdo consistente.

“Eu vi as entrevistas dele, ele não fala nada com nada, três milhões de votos. Você acha que isso é uma falência do modelo eleitoral?”, questionou.

O senador eleito ponderou que o resultado pode refletir tanto aspectos do sistema eleitoral quanto características do atual cenário político brasileiro. Ao longo da entrevista, demonstrou perplexidade com a votação conquistada por representantes que, na avaliação dele, defendem posições conservadoras.

Petista acusa influenciador de encenar vídeos no campo

Rui Costa também criticou um influenciador que identificou como “Nicola”, aparentemente em referência a uma figura conhecida por produzir conteúdo político nas redes sociais. No trecho, o petista o acusou de montar cenas para produzir vídeos com conteúdo político no oeste baiano.

Segundo Rui, o influenciador teria gravado um vídeo em uma fazenda ligada a um candidato do PL derrotado nas eleições e, posteriormente, produzido outra gravação em um assentamento rural. O senador eleito afirmou que o segundo conteúdo seria falso e questionou a representação dos personagens envolvidos.

“É um farsante aquele menino, nunca trabalhou na vida, vem aqui, arma um circo no oeste”, declarou.

Rui alegou que pessoas apresentadas no vídeo como representantes de uma realidade de dificuldades no campo teriam condições financeiras incompatíveis com a imagem transmitida nas gravações. Como exemplos, mencionou viagens, veículos e publicações em redes sociais atribuídas aos envolvidos.

O petista também criticou o uso de um jato particular pelo influenciador e afirmou que ele atuaria a serviço de setores economicamente privilegiados.

As acusações foram feitas por Rui durante a entrevista. O trecho fornecido não apresenta a íntegra dos vídeos mencionados nem a manifestação dos citados sobre as alegações.

Rui relaciona avanço da direita à herança escravocrata

Ao concluir a análise, o senador eleito relacionou a popularidade de jovens políticos conservadores e influenciadores à estrutura histórica da sociedade brasileira.

“Eu insisto numa tese que o lastro disso tudo, que legitima isso tudo, é algo que para mim eu chamo de herança escravocrata do Brasil”, afirmou.

Para Rui, a permanência de determinados valores sociais ajuda a explicar o apoio eleitoral a figuras que, segundo sua interpretação, reproduzem discursos contrários à igualdade de direitos e à inclusão social.

Jornalista, com atuação na área de política e apaixonado por futebol. Foi coordenador de conteúdo do site Radar da Bahia, repórter do portal Primeiro Segundo e colunista em ambos os veículos. Atuou como repórter na Superintendência de Comunicação da Prefeitura Municipal de Lauro de Freitas e, atualmente, cobre política nos portais bahia.ba e Política Ao Ponto.

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