Em resposta à jornalista Amanda Klein, coordenador do PT explica que o fim de disputas regionais dispersas permitiu ao eleitor concentrar energias na corrida presidencial.
Questionado pela apresentadora Amanda Klein sobre a aparente virada de chave no ânimo da militância progressista entre o primeiro e o segundo turno, o senador eleito Rui Costa (PT) descreveu a dimensão das marchas populares registradas nos maiores colégios eleitorais do país. Falando diretamente de Brasília ao SBT News, o coordenador nacional petista relatou o impacto das mobilizações de massa na capital paulista e no Rio de Janeiro.
Rui rechaçou que a coligação governista tenha subestimado os adversários na etapa anterior, sustentando que a mecânica eleitoral do primeiro turno fragmenta a atenção popular.
“O movimento do segundo turno está espetacular. Acompanhei pessoalmente o presidente Lula em São Paulo e era algo inédito: nem de drone você conseguia enxergar onde começava ou terminava aquela multidão. No Rio de Janeiro ontem também foi muita gente. É a juventude voltando às ruas e a sociedade reagindo, dizendo: ‘Esse país me pertence e eu quero decidir o meu futuro'”, descreveu Rui Costa.
O dirigente explicou a diferença política entre os dois momentos da disputa. “O segundo turno é outra eleição. No primeiro havia disputas locais para deputado federal, estadual, senadores e governadores, com prefeitos divididos e interesses dispersos. Agora não: a atenção do eleitor está focada somente nos dois candidatos. Essa clareza motiva o povo a ir para as ruas defender suas ideias, e a população vai dar a vitória a Lula pela segurança dos direitos sociais e trabalhistas”, concluiu.