O deputado estadual Sandro Régis, líder do União Brasil na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), disse que a gestão do governador Jerônimo Rodrigues (PT) conseguiu aprofundar a crise no sistema de saúde da Bahia após a notícia de que 25 cirurgiões gerais do Hospital Geral Roberto Santos, em Salvador, comunicaram o desligamento coletivo das escalas da unidade. Segundo o Cremeb, os profissionais relatam atrasos de até cinco meses nos pagamentos, sobrecarga de trabalho e redução progressiva do número de médicos.
Para o parlamentar, o cenário contrasta com a promessa feita durante a campanha de 2022, quando o petista afirmou que iria zerar a fila da regulação no Estado. “O governador se elegeu prometendo zerar a fila da regulação, mas o que a gente vê é justamente o contrário: a situação só piorou. Agora, até os médicos que deveriam ajudar a dar fluidez ao atendimento estão deixando os hospitais porque não recebem pelo trabalho que realizam”, afirmou.
“Pagar em dia os profissionais que estão na linha de frente é o mínimo que se pode fazer para garantir uma gestão de saúde eficiente. Se o governo não consegue sequer assegurar a remuneração dos médicos, como pretende resolver o problema da regulação e garantir atendimento digno à população?”, questionou.
A situação no Roberto Santos foi formalmente comunicada ao Conselho Regional de Medicina do Estado da Bahia (Cremeb), que alertou para o risco de desassistência diante da saída dos profissionais. O grupo também relatou defasagem nos valores pagos e dificuldades nas escalas, que já vinham sofrendo com a saída de outros plantonistas.