Salvador, 16/09/2026 12:56

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“Não vejo possibilidade do ACM Neto ser eleito”, crava Wagner quando perguntado sobre como lidaria o senador com um governo da oposição

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Em entrevista à rádio Salvador FM, senador petista e candidato à reeleição lembra parceria institucional com a capital, mas rechaça vitória do adversário e critica o voto casado “Lula-Neto”.

O senador Jaques Wagner (PT), candidato à reeleição, descartou categoricamente a chance de vitória de ACM Neto (União Brasil) na disputa pelo governo da Bahia. Em sabatina realizada nesta terça-feira (15) no programa Ligação Direta, da rádio Salvador FM 92.3, conduzida pelos jornalistas Alex Silvestre e Vitor Castro, em Salvador, o ex-governador foi questionado sobre como atuaria em Brasília caso o oposicionista fosse eleito para o Palácio de Ondina.

Antes de rebater a hipótese eleitoral, Wagner recorreu ao seu histórico no Executivo estadual para sustentar que mantém postura institucional republicana com qualquer gestor municipal. “A Bahia já me conhece. Eu, na verdade, fui governador e nunca deixei de levar ajuda pras prefeituras governadas, inclusive pra Prefeitura de Salvador, quando era prefeito o ACM Neto. Eu puxei o metrô pro meu colo. Se dependesse da Prefeitura de Salvador, nós estávamos até hoje com o metrô calça-curta”, declarou. O senador destacou que, somadas as expansões do metrô e do VLT, a capital baiana alcançará 70 quilômetros de trilhos, afirmando que “se Salvador não tivesse as obras do governo do Estado, do nosso grupo, eu diria que o tráfego de Salvador tava impossível”.

Wagner pontuou que, no exercício do mandato, “a hora da eleição é a hora da eleição; a hora de você governar, você respeita quem a população escolheu”. Contudo, confrontou a premissa levantada pela bancada sobre um eventual triunfo da oposição no estado. “Discordando de você, não vejo possibilidade do ACM Neto ser eleito. Eu acabei de ler pesquisa agora antes de vir pra cá, e até esse voto que você se referiu, que eles se esforçam no ‘Lula-Neto’, no fundo ACM Neto se esconde”, cravou.

O parlamentar petista também criticou a tentativa de vincular a imagem de Neto ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e apontou contradições no posicionamento nacional do adversário. “O candidato dele é Flávio Bolsonaro. Ele diz que é Caiado porque ele sabe que abraçar Flávio é prejuízo pra ele. Mas o candidato de Flávio Bolsonaro aqui é ACM Neto. E o próprio ACM Neto diz: ‘No segundo turno eu voto em qualquer um, desde que seja pra derrotar o Lula e o PT'”, disparou Wagner, concluindo que o eleitorado baiano optará por alinhar o voto estadual ao projeto federal: “As pessoas vão compreender que quando elegem Lula, é melhor eleger uma equipe que tenha afinidade com a proposta nacional”.

Jornalista, escritor e estrategista de comunicação. Profissional de visão analítica e atuação multidisciplinar, forjou-se na redação do Grupo A Tarde (jornalismo popular e cidade) e na comunicação institucional da AGERBA. Alia o faro investigativo ao rigor técnico, com experiência em coleta e análise de dados primários e econômicos para órgãos públicos. Em sua trajetória, comandou a assessoria de imprensa e a gestão de redes sociais em campanhas políticas para bases superiores a 300 mil seguidores. É especialista em redação SEO e copywriting, produzindo textos e conteúdos corporativos para gigantes do mercado (como Bradesco e Odebrecht), além de atuar como estrategista na elaboração de centenas de projetos institucionais e ESG de alto impacto para captação de recursos. No mercado editorial, codirige um empreendimento ligado a uma fraternidade esotérica e já assinou a edição final e a revisão de dois livros publicados.

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