Coordenador de comunicação de Lula questionou se falhas das big techs atingem ambas as candidaturas igualmente e citou engajamento popular na Avenida Paulista, em Copacabana e no WhatsApp.
No complemento de sua manifestação sobre o contencioso envolvendo a Meta no TSE, o coordenador de comunicação Éden Valadares fez duras críticas à falta de clareza das plataformas digitais na gestão do ambiente eleitoral durante o segundo turno presidencial.
Valadares levantou dúvidas sobre a isonomia no tratamento das candidaturas. “Permanecem questionamentos cruciais sem resposta: quantas contas irregulares continuam operando na disputa? Esses ‘problemas técnicos’ alegados pelas plataformas afetam a campanha de Lula e a campanha de Flávio Bolsonaro de maneira equânime ou produzem um desequilíbrio concorrencial? A opacidade nas respostas da Meta constitui uma afronta à transparência democrática e impõe desafios severos à Justiça Eleitoral”, argumentou o dirigente.
O secretário garantiu que o partido continuará acionando os tribunais contra condutas opacas e vinculou a reação jurídica ao crescimento da mobilização de rua. “Não vamos admitir que algoritmos ou instabilidades sirvam de barreira à soberania popular. Estamos vivenciando manifestações massivas na Avenida Paulista, em Copacabana e uma adesão histórica de mais de 1,5 milhão de participantes no canal oficial do presidente no WhatsApp. As redes sociais não podem ser transformadas em instrumentos contra a cidadania”, concluiu Valadares.