Ex-governador justificou indenização calculada pelo TCU e criticou modelo antigo que visava arrecadação para os cofres públicos.
Ao ser questionado sobre o encerramento do contrato com a ViaBahia após 16 anos de concessão nas rodovias federais que cortam o estado, Rui Costa (PT) defendeu a legalidade da repactuação conduzida pelo governo federal junto ao Tribunal de Contas da União (TCU).
O candidato pontuou que o encerramento amigável evitou disputas judiciais prolongadas. “Eu me comprometi com o povo da Bahia de que ia encerrar esse contrato com a ViaBahia e nós conseguimos junto ao TCU. O valor pago é o calculado pelo tribunal pelo investimento não ressarcido. O Brasil tem lei e tem Judiciário: você não tira ninguém de um contrato sem respaldo legal. Toda vez que alguém tentou tirar na bravata, a empresa ia com liminar e proibia. Nós fizemos a saída legal com intermediação do TCU”, explicou.
Rui também criticou o modelo passado de leilões que priorizava outorga em vez de investimentos diretos. “O modelo antigo arrecadava dinheiro para o caixa do estado, como o ex-prefeito fez em Salvador com as linhas de ônibus. O governo Lula mudou isso: nós queremos que o dinheiro fique na obra e reverta em benefícios para o usuário da rodovia”, declarou.