Senador do PT compara o clima de esperança e festa dos atos de Lula à postura agressiva da oposição e faz apelo pela paz no segundo turno.
Em entrevista concedida ao apresentador Mário Kertész na Rádio Metrópole, em Salvador, na manhã desta sexta-feira (23), o senador Jaques Wagner (PT-BA) traçou um forte contraste entre os dois projetos em disputa na reta final da eleição presidencial. O líder do governo no Senado iniciou a conversa desejando “Shabbat Shalom” aos ouvintes e destacou que o momento internacional e nacional exige serenidade, desarmamento de espíritos e respeito entre as famílias.
Ao avaliar o ambiente das ruas, Wagner contrapôs as recentes mobilizações populares em apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva à conduta do grupo adversário. “As manifestações de massa nossas, aqui em Salvador no domingo passado com 450 a 500 mil pessoas, via de regra são manifestações com alegria, com abraço, com música, com sonhos e pessoas pensando no futuro”, pontuou o parlamentar, recordando também a caminhada conjunta sobre a ponte que liga Juazeiro a Petrolina ao lado de governadores e lideranças nordestinas.
Por outro lado, o ex-governador da Bahia criticou a retórica violenta e o estímulo ao armamento promovidos pela oposição. “Estranhamente, as comemorações do outro candidato, do outro grupo político, são sempre xingando, ofendendo, apontando arma, às vezes dão até tiro para cima, ou botando uma criança no final do primeiro turno para comemorar em cima de um veículo com a arma na mão”, denunciou. “Eu não quero isso para meus netos, imagino que você não queira isso para os seus netos e acho que qualquer pai e mãe de família não quer que uma criança seja orientada a estar com arma na mão. De um lado se prega solidariedade e prosperidade; do outro, se prega raiva”, completou Wagner.