Parlamentar criticou avanço apressado da proposta em período eleitoral após anos de engavetamento e defendeu equilíbrio para proteger empregos e empresas.
O senador Angelo Coronel (Republicanos) se posicionou sobre as discussões que envolvem o fim da jornada de trabalho na escala 6×1 em entrevista veiculada nesta segunda-feira (17 de agosto), em Salvador. O congressista afirmou ser favorável às demandas dos trabalhadores, mas alertou que uma mudança estrutural nas leis trabalhistas não pode ser votada de forma açodada para fins eleitorais.
Para Coronel, a matéria exige ampla análise de impacto econômico antes de qualquer deliberação no plenário do Senado. “Sou a favor do trabalhador brasileiro, mas também não posso, num tema tão importante como esse, que passou 3 anos na Câmara dos Deputados engavetado, e agora, porque faltam poucos meses para as eleições, o governo tira da gaveta e bota para ser apreciado às pressas. Isso é um tema de grande importância para a economia brasileira, porque para ter empresas fortes você tem que ter também um empregado motivado”, destacou.
O senador defendeu a realização de audiências públicas com entidades sindicais e empresariais para construção de consenso técnico no novo ciclo legislativo. “O governo quer evidentemente aproveitar os louros dessa vitória caso venha acontecendo nas eleições, mas eu acredito que não teremos tempo hábil para fazermos debates e audiências públicas para dissecar um tema tão importante. Logo após as eleições, ou quem sabe até com o próximo Congresso e próximo governo, esse tema será debatido. Um tema muito caro para a sociedade brasileira não pode ser aprovado no afogadilho”, declarou.