Deputado federal do PDT compara o sistema proporcional a um jogo de futebol para explicar como garantiu o quinto mandato na Câmara dos Deputados priorizando o quociente eleitoral e o time partidário.
Reeleito para o seu quinto mandato na Câmara dos Deputados com 60.159 votos, o deputado federal Félix Mendonça Júnior (PDT-BA) rechaçou nesta terça-feira (20) qualquer interpretação de declínio político. Em participação no programa Boa Tarde Bahia, em Salvador, o parlamentar detalhou a estratégia matemática que garantiu sua cadeira com a menor votação individual entre os 39 federais eleitos no estado, enquanto candidatos de outras legendas com mais de 115 mil votos ficaram de fora.
Ao ser provocado sobre a conta eleitoral, Félix utilizou uma analogia esportiva. “Se você vai para um jogo de futebol, você não espera ver nenhum gol de impedimento. A regra é que impedimento não vale. A regra hoje no nosso sistema eleitoral é feita o seguinte: cada partido alcança o quociente eleitoral e aí vai elegendo”, pontuou.
O dirigente revelou ter articulado candidaturas regionais expressivas no interior da Bahia para alimentar a legenda em vez de absorver seus votos diretamente. “Não, Vitor, não foi coincidência, foi pensado. Voto individual não quer dizer falta de prestígio, quer dizer que a gente pensou o partido. Você montou um time, você não pode pegar o seu goleiro e botar para ser atacante […] não adianta você ter dois atacantes maravilhosos e não ganhar o jogo. O PDT foi o melhor partido para ser eleito tanto no federal quanto no estadual”, argumentou.