Titular da Sepromi detalha circuito de eventos da Chapada ao Extremo Sul, celebra punição a assassinos da líder comunitária e defende mulher negra no STF.
A interiorização das políticas de combate ao racismo e a valorização das comunidades tradicionais ditarão a pauta do Novembro Negro em toda a Bahia, segundo informou a secretária estadual Ângela Guimarães nesta sexta-feira (30), em coletiva de imprensa no Pelourinho. A gestora garantiu que o cronograma de atividades extrapolará os limites da capital e da Região Metropolitana de Salvador (RMS), alcançando dezenas de municípios.
Ângela pontuou que o estado possui mais de 80% de população negra e demanda ações articuladas nos diversos territórios de identidade. “A nossa matriz cultural no Recôncavo e na capital é fundamental, mas temos atividades catalogadas em toda a Bahia: encontros de povos de terreiro em Serrinha, na Chapada Diamantina e em Castro Alves, certificações em Juazeiro e a Grande Marcha Quilombola do Sudoeste. As pessoas podem acompanhar todo o cronograma pelo portal da Sepromi e nas nossas redes sociais”, explicou.
A titular da pasta deu ênfase especial ao festival cultural que será realizado no Quilombo Pitanga dos Palmares, em Simões Filho. “Vamos celebrar a memória de Mãe Bernadete através de seu filho e de toda a comunidade que segue de pé, celebrando também a resposta da Justiça com a condenação exemplar dos executores e mandantes já identificados desse crime covarde, sem abrir mão de seguir caçando os demais foragidos”, frisou.
A secretária concluiu destacando o legado teórico de pensadores como Clóvis Moura — que terá seminário temático na Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf) — e de intelectuais contemporâneas. “A gente precisa fazer referência a essa matriz política que nos forjou, desde Lélia Gonzalez até Bárbara Carine, Carla Akotirene e Lívia Santana Vaz, lembrando sempre que queremos e lutamos por uma mulher preta no Supremo Tribunal Federal”, declarou.