Embaixadora da festa literária apontou o gargalo da rede hoteleira de Cachoeira e a complexa logística para receber autores do Brasil e do exterior.
Durante o lançamento oficial da 14ª edição da Festa Literária Internacional de Cachoeira (Flica), realizado nesta quarta-feira (2) na Fundação Pedro Calmon, em Salvador, a embaixadora do evento, Vanessa Dantas, revelou os bastidores da produção e apontou a carência de hospedagem no Recôncavo como a principal barreira estrutural a ser superada a cada edição.
Vanessa, que atua na organização do festival desde 2022, explicou a complexidade de transportar e acomodar convidados que cruzam diferentes estados e países até desembarcarem na cidade histórica.
“São meses de muito trabalho, dia e noite (…) Muitos autores vêm de diversos lugares do Brasil e de outras partes do mundo, às vezes em mais de um voo, às vezes com duração de mais de um dia. Depois, chegando em Salvador, a gente tem que levar pra Cachoeira. Chegando em Cachoeira, a gente tem que tá com todo o trade organizado”, pontuou.
A gestora ressaltou que pesquisas internas comprovam o desejo do público de prolongar a estadia na cidade, barrado apenas pela escassez de vagas. “Que é a gente encontrar realmente hospedagem pra todas as pessoas, tanto para os autores como para os visitantes. Que nós fazemos pesquisa na Flica todo ano e a gente tem esse dado de que as pessoas gostariam de ficar mais em Cachoeira e ali na região circunvizinha e não conseguem, porque realmente a gente não encontra leitos que possam acomodar todas as pessoas”, declarou Vanessa.